Continuação da entrevista

Príncipe Valente

Q: Que crucifixo é esse no seu pescoço?
Schumacher: Foi um presente do Jean Todt. Eu acho que sua esposa Michelle que o desenhou.

Q: Você é supersticioso?
Schumacher: Um pouco, sim.

Q: Você tinha um talismã dentro do carro?
Schumacher: Sim, um amuleto da Corinna. Eu também sempre descia do carro pelo lado esquerdo. Isso me trazia sorte.

Q: Você gosta de jóias. Há uma corrente brilhante no seu pulso.
Schumacher: Sim, eu comprei quando estava em Dubai. Eu pechinchei e consegui a corrente pela metade do preço.

Q: Como você definiria seu estilo de vestir?
Schumacher: Eu sou muito casual. E gosto de ditar minha própria moda. Corinna me dá alguns conselhos e me previne do pior.

Q: Você gostaria de se parecer com George Clooney ?
Schumacher: Eu acho que todos têm alguma coisa que gostariam que não tivessem, certo? Se eu pudesse mudar certas partes do corpo talvez eu faria. Mas por outro lado eu digo a mim mesmo: eu sou o que eu sou.

Q: O que você pensa de Obama ?
Schumacher: Um bom homem eu acho. Mas quando eu escuto o que os meus amigos americanos dizem, acho que é melhor esperar. Os que defendem o armamento não gostam de pessoas que são a favor de mais paz no mundo.

(À noite no hotel em Portugal, Hamilton vence o campeonato no último momento. Michael iria assistir junto com a equipe da entrevista a corrida no hotel, onde havia transmissão alemã, mas ele não conseguiu sair da pista a tempo. Ele teve que assistir no paddock a transmissão do canal português)

(21h00. Schumi aparece para assistir a corrida junto com o repórter, pelo menos os melhores momentos. Na TV está passando os Simpsons e Michael prefere o futebol, ele não gosta do desenho.)

Q: O que você faria numa situação dessas? Massa tinha o título nas mãos e de repente ele perdeu…
Schumacher: O mais importante é o tempo. Ele deverá processar isso.

Q: Você telefonou para Massa após a corrida?
Schumacher: Não. Eu o verei na próxima semana. Acho que ele prefere ficar sozinho agora. Eu gostaria de ficar sozinho nessa situação.

Q: ”Mais uma questão. Por que você não gosta dos Simpsons ?
Schumacher: ‘Há outras coisas que eu acho que são mais engraçadas. Recentemente nós fomos numa apresentação ao vivo de Paul Panzer (comediante alemão). Hilário!  Nós já ficamos algumas noites ouvindo suas entrevistas no rádio que nós temos no computador. Corinna consegue imitá-lo perfeitamente. Eu morro de dar risada.

(No dia seguinte, Michael testa a Yamaha no circuito de Portimão)

Q: Quando começou a fascinação pelas motos?

Schumacher: Por volta de 1994, eu ganhei a primeira Harley. Willi, meu empresário, deu para mim. Eu me diverti muito com ela e Corinna também. Juntos nós viajamos por várias partes do globo, contemplando a natureza. Dois anos atrás eu senti que não tinha mais o que fazer com a Harley. Eu perguntei a um amigo da KTM se não havia algo diferente para mim. Então eu pilotei em Fiorano com um amigo, e lá nós demos alguns volta com vários modelos KTM.

Q: Por favor, explique como estar dentro de um cockpit de Fórmula 1.
Schumacher: Vamos pegar como exemplo Malásia, a pista é bem desafiadora lá porque o ar é extremamente quente e úmido. A temperatura média é de 60ºC dentro do cockpit. Há uma reta longa, onde metade está no sol e a outra na sombra. Eu lembro muito bem numa corria que eu pilotava na sombra pois era um ou dois graus de diferença. Alguns pilotos quase desmaiaram. Você se desidrata rapidamente. E você está toda hora ocupado em apertar os botões para aprimorar a pilotagem. Ao mesmo tempo, você está comunicando com a equipe, reagindo ao tráfego e pensando sobre a estratégia em bem pouco tempo. Além de ter que pilotar o carro, possivelmente no limite.