James Allen é o Galvão Bueno da Grã-Bretanha, ele é o substituto do legendário Murray Walker. Após a aposentadoria do Schumacher, ele publicou um livro com a biografia do alemão (ele já publicou duas biografias dele e colaborou na autobiografia do Mansell), nesse último livro ele entrevistou Barrichello sobre o evento polêmico de 2002, e nessa semana ele comentou sobre as revelações.

Um dos momentos mais dramáticos na minha carreira na TV foi o final da corrida da Aústria em 2002 quando Rubens tendo dominado a classificação e a corrida, foi ordenado a trocar de posição com Schumacher na última volta. Eu estava com Mark Blundell e nós estávamos discutindo nos últimos momentos se a Ferrari iria trocar as posições. Ele disse que sim, eu disse que não. Mas eles podiam e fizeram e o público odiou – eles bateram os pés com tanta força que a estrutura da arquibancada tremeu, com a nossa cabine bem acima.


A FIA também odiou (e a farsa que se seguiu no pódio, onde Schuey ‘promoveu’ Barrichello para o degrau mais alto) tanto que eles multaram a Ferrari em $1 milhão.

Vocês devem estar sabendo que Rubens resolveu abrir a boca. Ele basicamente disse que a equipe estava muito zangada que ele tenha decidido trocar de posição bem na última volta e que ele foi ameaçado pelo rádio. Quando eu estava fazendo a pesquisa para a biografia do Schumacher no início de 2007, eu falei com Rubens e ele me disse que tinha certeza que Michael estava envolvido nisso, apesar dele ter negado naquele momento.

Rubens também disse: “Eu fiquei surpreso quando isso aconteceu porque Todt disse no ano anterior que isso nunca aconteceria se a luta fosse pelo primeiro lugar.”

Sabine Kehm, assistente do Schumacher, insistiu que Michael não ficou feliz sobre a troca de posições, mas resolveu fazê-lo por sua lealdade a Todt e Ross Brawn. Rubens também disse que havia uma estória para contar mas ele não contaria ainda porque ele tinha quase certeza que Brawn iria para Honda e ele não queira estragar suas chances.

Talvez Rubens agora sinta que Brawn queira tirá-lo da equipe em favor de um piloto mais jovem, então ele não vê necessidade de continuar sendo leal.

É uma pena que Rubens se sinta tão frustrado e com raiva. Ele tem uma grande carreira, a mais longa na história da F1 e se este é o final, não é o modo de terminar sem uma despedida decente.

http://www.jamesallenonf1.com/

Agora é esperar pela outra ‘estória’ que seria uma bomba ou uma granada de mão que estourou antes da hora? Eu acho que Rubens deveria perceber que ele poderia muito bem engrandecer sua carreira ao relembrar os bons momentos que teve na F1 (como a vitória ‘devolvida’ Indy 2002 :) ; ops, brincadeira ) e não fazer de Aústria 2002 sua marca registrada.