Michael Schumacher

 

1991 – GP Austrália – Sexta corrida de Michael Schumacher, correndo pela Benetton B191, carro projetado por John Barnard. Esta foi a corrida mais curta da história, apenas 14 voltas. Schumacher largou em sexto no grid com a pista totalmente molhada quando uma tempestade desabou de vez no circuito e ele abandonou na quinta volta. Foi a única vez que Piquet, seu companheiro de equipe, em sua última corrida na F1 conseguiu se classificar na frente de Schumacher. História curiosa contada por Pat Symonds que na época era engenheiro do Piquet:

 

Nelson estava em sua 13ª e última temporada na F1. E ele estava simplesmente impressionado com a velocidade de Michael na qualificação, dada sua inexperiência, ele não entendia como isto era possível. Em Monza, Estoril, Barcelona e Suzuka, Michael foi 0.4 segundos em média mais rápido. Somente em Adelaide não foi assim. Pat Symonds lembra que Nelson estava tão determinado em largar na frente de Michael que ele simplesmente deixou de trabalhar na configuração do carro para a corrida. E Nelson conseguiu o que queria por alguns décimos.  

 

Pat, atual diretor da Renault e Schumacher em 92

“Ele ficou muito feliz, Symonds recorda, e Michael ficou ali parado com um sorriso estranho no rosto.”

 

Qual o problema?” Nelson perguntou.

“Oh nada. Eu perdi uma marcha e o carro ficou um pouco fora de controle” – Michael disse.

Piquet achou que Schumacher estava apenas brincando mas Symonds deu uma olhada na telemetria e viu que era verdade.

“Quanto isso custou a ele?” Piquet perguntou.

Symonds não teve coragem de responder. “Você não vai querer saber,” ele disse.

 Abaixo cenas da corrida maluca:

 

 

1992 – GP Espanha – Pela primeira vez na F1, Schumacher ocupa a primeira fila em uma corrida, largando em segundo atrás de Mansell e terminando a corrida em segundo lugar, após disputa de posições com Alesi. Em sua décima corrida, ele estava estreando o novo carro B192 de Rory Byrne, e tanto nos treinos livres como na qualificação e na corrida, ele conseguiu colocar seu Benetton a frente da Mclaren de Senna, que era o campeão da temporada passada. Seu companheiro de equipe era o experiente piloto Martin Brundle que nunca chegou a vencer uma corrida, mas tem nove pódios no currículo.