Michael além de ser o fã número 1 de carteirinha do FC Köln (da cidade de Colônia), já investiu no time alemão para ajudá-lo a escapar da segunda divisão. Agora, ele está participando da campanha promovida pelo próprio time para trazer de volta o atacante Lukas Podolski que foi revelado pelo clube em 2003. Podolski já assinou com o Colônia, mas ainda precisa pagar o Bayern de Munique, time anterior de Poldi, uma multa de 10 milhões de euros. Então, o sofrido clube que há mais de 30 anos não vence o campeonato, pediu ajuda aos torcedores para que comprem pixels da foto de Poldi que se encontra disponível no site: http://pixel.fc-koeln.de/. Cada pixel custa 25 euros e Michael gastou 875 euros ajudando seu time do coração.
Ele também deixou uma mensagem dizendo. “Então cara, você seguiu o que seu coração mandou. Isso é muito bom. Nada pode substituir o real espírito de equipe, eu digo isso por experiência. Para mim a minha equipe era a coisa mais importante. Agora você pode mostrar quem você é e fazer os torcedores do FC Köln sorrir novamente. Estou de dedos cruzados. Até logo.”
Q: Quais habilidades você acha que o fizeram ser o melhor piloto de todos os tempos?
Schumacher: Eu sou contra essa descrição. Fica tão arrogante. Talento, disciplina e experiência são as premissas básicas. E no fim do dia há muitos detalhes decisivos, como os pequenos ajustes do motor.
Q: O que você fez para conseguir o sucesso? Um pouquinho antes da corrida em Ímola 2003, você ficou sabendo que sua mãe havia falecido. Mesmo assim você entrou no carro e venceu a corrida.
Schumacher: Isso realmente não foi fácil, nem para mim e nem para meu irmão. Mesmo assim isso não foi realmente um ponto de discussão se eu iria ou não pilotar. Você tem suas obrigações. E deve parecer cruel mas é como a vida é, todos irão abandonar o planeta em algum momento. É o curso normal das coisas. Nós sabíamos da situação da nossa mãe, nós já estávamos preparados para isso. Mas isso não significa que eu não fosse competir na corrida. Embora eu tenho que admitir que nessa situação o cockpit provavelmente teria sido o melhor lugar para mim. Eu fiquei comigo mesmo lá. Eu realmente ansiava por isso.
Q: Você conseguiu se concentrar?
Schumacher: Sim. Mas com certeza essa foi a única corrida que não houve quase nenhuma comunicação pelo rádio. A equipe foi bem atenciosa. Isso com certeza se deve a minha amizade próxima com Jean Todt. A equipe era a minha família.
Q: Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?
Schumacher: O acidente fatal de Senna em 1994 foi outro momento extremo. Eu fiquei totalmente chocado que essas tragédias pudessem acontecer em nosso esporte. Isso me abalou muito.
Q: Você é um bom passageiro no carro?
Schumacher: Corinna dirige muito bem. Ela também costumava andar de karts no passado. Mas eu basicamente gosto de ficar atrás do volante.
Q: Fale um pouco da Corinna.
Schumacher: Corinna é uma mulher sincera e amável. Ela se preocupa com a harmonia, assim como eu. Família é a coisa mais importante para ela, mas ela não é uma garota caseira. Eu agradeço a Deus por ter Corinna. Nós simplesmente combinamos um com outro. Depois de 18 anos nós ainda ficamos felizes quando conversamos um com outro. Ou quando estamos abraçados.
Q: Você tem um toque interessante no seu celular.
Schumacher: Eu não tenho idéia que melodia é essa. Eu simplesmente gosto dela. Um amigo meu baixou para mim.
Q: O assovio com a orquestra parece ser “Era uma vez no Oeste”
Schumacher: Sim, pode ser.
Fazendo uma pesquisa, cheguei a conclusão que a música na verdade só pode ser do filme “O bom, o mau e o vilão”, western de Sérgio Leone assim como “Era uma vez no Oeste”, música-tema de Ennio Morricone:
Q: Você se sente com um cowboy solitário?
Schumacher: Um cowboy, sim. Eu gosto do ambiente, montar cavalos, beber cerveja e fumar charutos ao ar livre. Nós já fizemos isso um monte de vezes. Mas solitário? Não. A vida só é realmente bela quando você pode aproveitar acompanhado.
Q: Não dá para imaginar que você é o tipo que prefere companhias.
Schumacher: Se você quer jogar futebol, é difícil fazer sozinho, não é? A mesma coisa quando você quer jogar cartas. Eu não sento em frente a uma janela e abro uma garrafa. Ok, talvez algumas vezes, mas é bem mais legal se você puder dividir esse momento com os amigos. Ou andar de moto com os amigos, bater um papo e beber uma cerveja no final da tarde. Eu gosto de ter um pequeno grupo de amigos assim.
Q: Se sua vida fosse um filme qual seria a melodia?
Schumacher: Sem pensar muito a respeito “Eye of the Tiger” de Survivor vem a mente.”
Ainda bem que eu não tive acesso à internet durante a tarde, senão eu teria um siricotico com uma notícias dessas. Isso que dá ir andar de moto na Espanha, na Espanha onde o ‘jornalismo’ especializado em automobilismo e afins não deixa nada a desejar aos famosos tablóides alemães e ingleses como o Bild e The Sun. E assim que a notícia cai na rede, ninguém pensa duas vezes em divulgar fontes tão duvidosas sem ao menos averiguar os fatos. Marca e AS, credibilidade zero.
Ainda bem que Michael foi rápido e logo anunciou em seu site sobre a verdadeira situação do seu estado físico:
“Hoje eu tive um acidente nos testes de moto em Cartagena, e por segurança eu fui ao hospital. Eu estava passando a linha de chegada e quando entrei na primeira curva eu bati em algumas ondulações que me fizeram cair. Os exames no hospital mostraram que eu não tinha nada e eu estou bem, depois eu retornei à minha casa pela tarde.”
Esse não foi o primeiro tombo de Michael nas motos e duvido muito que será o último, e acho que ele já aceitou isso como parte da natureza desse esporte, os tombos às vezes são inevitáveis assim como as batidas e escapadas na Fórmula 1.
Alguns dos tombos, só para relembrar, eu já citei aqui: