Chris Dyer
Chris cresceu em Bendigo na Austrália cercado por motos que seu pai Wayne corria nas savanas australianas. Portanto seu primeiro amor foi pelos veículos de duas rodas, mas depois de se graduar na Universidade como engenheiro mecânico, ele descobriu que não havia uma grande indústria para motos na Austrália então ele voltou seu interesse para os carros.
Depois de uma breve passagem na Packard Electric trabalhando como engenheiro de produção em 91, Chris conseguiu o cargo de projetista e engenheiro analista de carros de turismo GT dentro da equipe australiana Holden. Após quatro anos nos carros de turismo, ele ingressou na Fórmula 1 em 1997 após se mudar para Inglaterra e se juntar à equipe britânica Arrows comandada por Tom Walkinshaw.
Eu comecei em 97, trabalhando como engenheiro analista de dados de Damon Hill, progredindo para engenheiro de teste com ele – diz Dyer. Em 98, eu me tornei engenheiro de corrida e no meu último ano de Arrows eu trabalhei com Verstappen. Ele foi para Ferrari na temporada de 2001, trabalhando como engenheiro de veículo junto com Luca Baldisserri. Por ser muito esforçado mas sempre de forma relaxada e calma além de sua atenção pelos detalhes, Chris no final de 2002 subiu de posto ao trabalhar diretamente com Michael nas corridas de Monza, Indianápolis e Suzuka após os títulos terem sido conquistados e também nos testes de final de ano, e em 2003 ele ocupou o cargo de engenheiro do Michael por tempo integral. Apesar de toda a pressão por trabalhar com um campeão, o australiano ajudou Michael a conquistar dois títulos em 2003 e 2004.
Primeiro de tudo, ele é uma pessoa realmente legal e tranquila com quem trabalhar. O trabalho já fica mais fácil. Por outro lado, a pressão é enorme. Não é uma pressão vinda dele, mas porque ele trabalha no nível alto, todos que trabalham com ele devem estar nesse mesmo nível. Nós estamos acostumados a vitórias, e ele também, então esse é o nosso padrão. Embora, Dyer reconhece que a pressão era aliviada pelo comando de Schumacher em cada aspecto do esporte. Um dos talentos de Michael, além de pilotar rápido, é que ele tem uma compreensão do carro e de como o sistema funciona – revela o australiano. Ele também pode analisar a causa de qualquer problema, seja aerodinâmica, configuração ou controle de tração por exemplo. Há muitos elementos diferentes num carro de F1 moderno que é muito importante focar rapidamente onde estão os problemas.
Com a aposentadoria do heptacampeão no final de 2006, Chris se tornou engenheiro do finlandês Kimi Raikkonen. Depois de um começo um pouco cambaleante (com Kimi sofrendo um pouco para se adaptar a Ferrari e se acostumar com o sistema) as coisas entraram no eixo culminando com a conquista do título em 2007. No início desse mesmo ano, durante os primeiros testes de Raikkonen para Ferrari, Michael o telefonou para saber como Kimi estava se saindo no seu antigo cockpit.
“Parecia que uma antiga namorada estava me telefonando e me perguntando como a nova namorada estava.”
O comprometimento de Chris em trabalhar duro e tentar dar o seu melhor em prol do seu piloto está pagando dividendos agora. Ele subiu de cargo mais uma vez e será chefe dos engenheiros, incluindo a equipe de testes para a temporada de 2009.
Fora das pistas, ele prefere dirigir o prático Fiat Multipla apesar de não ser tão atrativo, ele diz que eles são mais úteis com espaço interno de sobra. Chris vive nas montanhas ao redor de Maranello com sua esposa Fiona. Ele admite que não fala italiano muito bem, mas isso não parece tê-lo impedido de alcançar o sucesso na Ferrari.
No vídeo abaixo, Schumacher apresenta 3 dos seus engenheiros: Dyer, Stella e Mattia Binotto. Stella será o novo engenheiro de Kimi para a temporada de 2009.










