Dezembro 2008


Chris Dyer

Chris cresceu em Bendigo na Austrália cercado por motos que seu pai Wayne corria nas savanas australianas. Portanto seu primeiro amor foi pelos veículos de duas rodas, mas depois de se graduar na Universidade como engenheiro mecânico, ele descobriu que não havia uma grande indústria para motos na Austrália então ele voltou seu interesse para os carros.

Depois de uma breve passagem na Packard Electric trabalhando como engenheiro de produção em 91, Chris conseguiu o cargo de projetista e engenheiro analista de carros de turismo GT dentro da equipe australiana Holden. Após quatro anos nos carros de turismo, ele ingressou na Fórmula 1 em 1997 após se mudar para Inglaterra e se juntar à equipe britânica Arrows comandada por Tom Walkinshaw.

Eu comecei em 97, trabalhando como engenheiro analista de dados de Damon Hill, progredindo para engenheiro de teste com ele – diz Dyer. Em 98, eu me tornei engenheiro de corrida e no meu último ano de Arrows eu trabalhei com Verstappen. Ele foi para Ferrari na temporada de 2001, trabalhando como engenheiro de veículo junto com Luca Baldisserri. Por ser muito esforçado mas sempre de forma relaxada e calma além de sua atenção pelos detalhes, Chris no final de 2002 subiu de posto ao trabalhar diretamente com Michael nas corridas de Monza, Indianápolis e Suzuka após os títulos terem sido conquistados e também nos testes de final de ano, e em 2003 ele ocupou o cargo de engenheiro do Michael por tempo integral. Apesar de toda a pressão por trabalhar com um campeão, o australiano ajudou Michael a conquistar dois títulos em 2003 e 2004.

Primeiro de tudo, ele é uma pessoa realmente legal e tranquila com quem trabalhar. O trabalho já fica mais fácil. Por outro lado, a pressão é enorme. Não é uma pressão vinda dele, mas porque ele trabalha no nível alto, todos que trabalham com ele devem estar nesse mesmo nível. Nós estamos acostumados a vitórias, e ele também, então esse é o nosso padrão. Embora, Dyer reconhece que a pressão era aliviada pelo comando de Schumacher em cada aspecto do esporte. Um dos talentos de Michael, além de pilotar rápido, é que ele tem uma compreensão do carro e de como o sistema funciona – revela o australiano. Ele também pode analisar a causa de qualquer problema, seja aerodinâmica, configuração ou controle de tração por exemplo. Há muitos elementos diferentes num carro de F1 moderno que é muito importante focar rapidamente onde estão os problemas.

Com a aposentadoria do heptacampeão no final de 2006, Chris se tornou engenheiro do finlandês Kimi Raikkonen. Depois de um começo um pouco cambaleante (com Kimi sofrendo um pouco para se adaptar a Ferrari e se acostumar com o sistema) as coisas entraram no eixo culminando com a conquista do título em 2007. No início desse mesmo ano, durante os primeiros testes de Raikkonen para Ferrari, Michael o telefonou para saber como Kimi estava se saindo no seu antigo cockpit.

“Parecia que uma antiga namorada estava me telefonando e me perguntando como a nova namorada estava.”

O comprometimento de Chris em trabalhar duro e tentar dar o seu melhor em prol do seu piloto está pagando dividendos agora. Ele subiu de cargo mais uma vez e será chefe dos engenheiros, incluindo a equipe de testes para a temporada de 2009.

Fora das pistas, ele prefere dirigir o prático Fiat Multipla apesar de não ser tão atrativo, ele diz que eles são mais úteis com espaço interno de sobra. Chris vive nas montanhas ao redor de Maranello com sua esposa Fiona. Ele admite que não fala italiano muito bem, mas isso não parece tê-lo impedido de alcançar o sucesso na Ferrari.

No vídeo abaixo, Schumacher apresenta 3 dos seus engenheiros: Dyer, Stella e Mattia Binotto. Stella será o novo engenheiro de Kimi para a temporada de 2009.

Christian Kämmerling e Jocelyn Bain Hogg,  repórter e fotógrafa conseguiram ficar dois dias bem próximos a Schumacher durante o final de semana do GP do Brasil enquanto Michael viajava da Suíça para Portugal com o objetivo de testar motos. A seguir, alguns trechos da entrevista para a revista Zeit:

(Dentro do avião em direção a Portugal)

Q: Que critérios você usa para escolher uma casa?
Schumacher: Privacidade e segurança. Isso tem que ser garantido. E limpeza também.

Q: Limpeza?
Schumacher: Quando eu volto de uma viagem internacional, sempre me prende a atenção o fato daqui ser tão limpo. Não há sacolas plásticas ao lado da rua. Tudo é organizado, as ruas são limpas.

Q: O que você sente falta quando você pensa na Alemanha?
Schumacher: O que eu mais sinto falta é não poder fazer uma visita rápida para o meu pai. E meus antigos amigos não estão sempre ao meu redor.

Q: Nenhuma saudade das altas taxas de imposto?
Schumacher: Não mesmo.

Q: Você não sente falta do pão típico?
Schumacher: Eu gosto de comer um pão bem integral. Mas agora você pode conseguir aqui na Suíça. Tem até mesmo no Aldi (cadeia de supermercados de origem alemã).

Note o patrocinador Chiquita no braço

Note o patrocinador Chiquita no braço

Q: Por que você não está agora sentado no cockpit? Uma licença de piloto ainda falta no seu currículo.
Schumacher: Bem simples – sentar ali na frente é muito chato para mim. A decolagem e aterrissagem são interessantes, o resto é rotina. E além do mais, eu frenquentemente vôo longas distâncias, eu preciso de um avião bem grande para isso, e ficar sentado num cockpit apertado enquanto não há ninguém sentado no grande espaço para passageiros, não faz sentido.

Q: Mas você já tentou?
Schumacher: Eu gosto de tentar de tudo sim. Eu acho que helicópteros são mais emocionantes. Mas não é assim tão excitante. Eu prefiro até pular do avião.

Q: Com ou sem pára-quedas?
Schumacher: Com um obviamente. Ficar lá em frente da porta aberta do avião é realmente intenso. A primeira vez eu também sofri com o medo de altura. Mas uma vez que você está lá fora no céu é tudo muito bonito.

(Schumi aponta seu dedo para uma cesta de bananas) ”Chiquita foi um dos meus primeiros patrocinadores.”

Q: Sério ?
Schumacher: Sim. Isso por volta de 1989. A equipe toda sempre tinha que comer bananas. Compota de bananas no café da manhã, no almoço e no jantar.

Q: Bananas de todos os tipos…
Schumacher: Antes de cada corrida eu ia ao mercado e comprava bananas. Duas caixas. Nós não queríamos que elas se desvalorizassem.

Do seu site oficial: Mais uma vez foi um final de semana bem divertido, o ponto máximo foi defender o título na Copa das Nações junto com Sebastian. Na Corrida dos Campeões mais tarde as coisas não foram muito bem, eu fui logo desqualificado quando pilotei o Fiat 500 Abarth – parece que eu realmente tenho que ver as rodas do carro… Mas mesmo assim eu me diverti. Foi um evento descontraído que ninguém leva tão a sério, eu realmente acho que os fãs tiveram um grande momento. Pois o pilotos certamente tiveram.

Michael já tinha dito isso ano passado sobre o fato de gostar de pilotar tendo visão para as rodas do carro. Então abaixo seus brinquedos prediletos:

 
Claro que todos me perguntam sobre os últimos progressos da Fórmula1, pois é óbvio que alguma coisa tem que acontecer devido à atual situação ao redor do mundo. Eu fico feliz que a FIA junto com as equipes já estão dando os primeiros passos. Nós temos que cuidadosamente analisar o que fazer agora, e isto é o que está acontecendo agora. Em minha opinião, o rumo das novas decisões está correto e tem até potencial para um espetáculo melhor. Aumentar a aderência mecância por exemplo é ótimo. Fórmula 1 ainda continuará no topo do automobilismo. Mudará um pouco, mas a vida está ligada a mudanças.
 

Depois de 16 anos de trabalho árduo, eu gosto de me divertir agora e não penso em voltar. Eventos como esses são perfeitos para isso, pois eles combinam divertimento com uma proposta de caridade: assim como eu, a Corrida dos Campeões apoia o Instituto ICM.

Melhores momentos:

 

 

 

Carl Edwards disse que nunca irá esquecer esse momento após vencer Schumacher na Corrida dos Campeões. O americano que terminou em segundo no campeonato da NASCAR, bateu Michael nos carros de rally Abarth nas quartas de final. 

“Foi incrível. Eu sinto como se tivesse vencido um campeonato – eu nunca esquecerei esse momento. Eu não só tive a chance de desafiá-lo como vencê-lo.”

Edwards já tinha competido com esse carro durante a Copa das Nações e bateu.

“Ele não teve a chance de praticar com esse carro hoje, somente ontem quando choveu, então como a minha primeira volta hoje, ele estava em uma grande desvantangem. Esse carro é diferente de tudo que eu já pilotei e com certeza deve ter sido o mesmo para ele.”

E pelo jeito, ele conseguiu controlar seu preparador Dean. :)

Porém na Copa das Nações, a Alemanha levou o bicampeonato com Schumacher decidindo a final no tie-break  nos buggies contra Ekström (campeão individual do ano passado) após Vettel ter sido derrotado pelo mesmo nos KTM.

 

E Sebastien Loeb conquistou o título de Campeão dos Campeões após derrotar o recém-aposentado David Coulthard.

Michael gosta muito do buggy, sempre se deu bem ao competir nele contra os adversários nas edições anteriores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pela primeira vez em 20 anos de história, a Corrida dos Campeões será transmitida pela internet ao vivo pela Autosport.com, com comentários de Bruce Jones e John Hindhaugh. A transmissão do evento comecará às 11:30 (horário de Brasília) e os competidores irão se enfrentar em diferentes tipos de carro que incluem Ford Focus WRC, KTM X-Bow, o carro de rally FIAT Abarth e o buggy especial do evento.

A lista da primeira rodada será:

Michael Schumacher v Tom Kristensen
Carl Edwards v Jaime Alguersuari
Jenson Button v Tanner Foust
David Coulthard v Gareth MacHale
Andy Priaulx v Jason Plato
Mattias Ekstrom v Adam Carroll
Sebastien Loeb v Yvan Muller
Sebastian Vettel v Troy Bayliss

Antes do evento individual terá a Copa das Nações na qual Michael estará representando a equipe Alemanha ao lado de Vettel.

França (Loeb/Muller) x Escandinávia (Ekström/Kristensen)
EUA (Edwards/Foust) x Reino Unido-Autosport (Button/Priaulx)
Reino Unido-F-1 (Coulthard/Plato) x All Stars (Alguersuari/Bayliss)
Alemanha (Schumacher/Vettel) x Irlanda (Carroll/MacHale)

Carl Edwards da NASCAR que irá participar do evento pela primeira vez contou um fato interessante sobre seu preparador Dean Golich:

“Eu estou ansioso para correr contra os melhores pilotos do mundo, eu acho que meu preparador, Dean, está ainda mais animado. Ele é um grande fã de Michael Schumacher. Ele usa um boné da Ferrari nas corridas da NASCAR quando ele está comigo porque ele sabe que deveria estar usando um dos meus bonés. Se nós conseguirmos manter Dean sob controle quando ele ver Michael Schumacher, dará tudo certo para nós.”

Carl é popular entre os fãs da NASCAR por comemorar cada vitória com um salto mortal de cima do carro.