Novembro 2008


James Allen é o Galvão Bueno da Grã-Bretanha, ele é o substituto do legendário Murray Walker. Após a aposentadoria do Schumacher, ele publicou um livro com a biografia do alemão (ele já publicou duas biografias dele e colaborou na autobiografia do Mansell), nesse último livro ele entrevistou Barrichello sobre o evento polêmico de 2002, e nessa semana ele comentou sobre as revelações.

Um dos momentos mais dramáticos na minha carreira na TV foi o final da corrida da Aústria em 2002 quando Rubens tendo dominado a classificação e a corrida, foi ordenado a trocar de posição com Schumacher na última volta. Eu estava com Mark Blundell e nós estávamos discutindo nos últimos momentos se a Ferrari iria trocar as posições. Ele disse que sim, eu disse que não. Mas eles podiam e fizeram e o público odiou – eles bateram os pés com tanta força que a estrutura da arquibancada tremeu, com a nossa cabine bem acima.


A FIA também odiou (e a farsa que se seguiu no pódio, onde Schuey ‘promoveu’ Barrichello para o degrau mais alto) tanto que eles multaram a Ferrari em $1 milhão.

Vocês devem estar sabendo que Rubens resolveu abrir a boca. Ele basicamente disse que a equipe estava muito zangada que ele tenha decidido trocar de posição bem na última volta e que ele foi ameaçado pelo rádio. Quando eu estava fazendo a pesquisa para a biografia do Schumacher no início de 2007, eu falei com Rubens e ele me disse que tinha certeza que Michael estava envolvido nisso, apesar dele ter negado naquele momento.

Rubens também disse: “Eu fiquei surpreso quando isso aconteceu porque Todt disse no ano anterior que isso nunca aconteceria se a luta fosse pelo primeiro lugar.”

Sabine Kehm, assistente do Schumacher, insistiu que Michael não ficou feliz sobre a troca de posições, mas resolveu fazê-lo por sua lealdade a Todt e Ross Brawn. Rubens também disse que havia uma estória para contar mas ele não contaria ainda porque ele tinha quase certeza que Brawn iria para Honda e ele não queira estragar suas chances.

Talvez Rubens agora sinta que Brawn queira tirá-lo da equipe em favor de um piloto mais jovem, então ele não vê necessidade de continuar sendo leal.

É uma pena que Rubens se sinta tão frustrado e com raiva. Ele tem uma grande carreira, a mais longa na história da F1 e se este é o final, não é o modo de terminar sem uma despedida decente.

http://www.jamesallenonf1.com/

Agora é esperar pela outra ‘estória’ que seria uma bomba ou uma granada de mão que estourou antes da hora? Eu acho que Rubens deveria perceber que ele poderia muito bem engrandecer sua carreira ao relembrar os bons momentos que teve na F1 (como a vitória ’devolvida’ Indy 2002 :)  ; ops, brincadeira ) e não fazer de Aústria 2002 sua marca registrada.

Luca Baldisserri

 

Mais conhecido como Baldo, sua fascinação com a Fórmula 1 aconteceu desde pequeno, pois sua família não vivia muito longe de Ímola. Quando garoto ele pulava as cercas dos autódromos para ver os carros de F1 mais de perto. Depois de se graduar em engenharia eletrônica, ele se juntou a Ferrari em 1989 e seu primeiro cargo foi como engenheiro responsável pelo câmbio e depois como engenheiro eletrônico.

Em 1995, ele se tornou engenheiro do Berger, mais tarde foi o fiel escudeiro de Irvine (após deixar a Ferrari, o irlandês tentou de tudo para levá-lo para Jaguar), mas o mundo da F1 realmente começou a notar as habilidades de Baldo quando ele iniciou sua parceria com Schumacher. Luca, ao contrário de Pat Symonds, acredita que é muito importante que o engenheiro seja amigo de verdade do seu piloto para poder realizar o melhor trabalho possível.

Em seu primeiro ano junto com Schumacher, 2000, já de cara ajudou a Ferrari a arrebatar os títulos de construtores e de pilotos. E vale lembrar que em 1999 também ficou bem próximo de conseguir o cobiçado título de pilotos com Irvine, tanto que chegou a fazer uma aposta com o irlandês de que rasparia todo o cabelo caso ele ganhasse. Como isso não aconteceu, fez a mesma aposta com Schumacher no ano seguinte, dito e feito. A careca de Baldo rodou o mundo nas fotos das celebrações publicadas ao redor do mundo.

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Em 2003, Luca passou a desempenhar o cargo de coordenador técnico, além de ser o primeiro-assistente de Ross ajudando-o a elaborar a estratégia para cada corrida. Como engenheiro-chefe e estrategista entre 2003 e 2006, o trabalho de Luca era pegar toda a informação dos testes e treinos e preparar as estratégias para ambos os pilotos. Ele tinha que determinar quais poderiam ser as possíveis opções para cada final de semana, deixando Ross apenas com a função de decidir qual seria a melhor delas.

No final de 2006, com a saída de Ross Brawn que literalmente foi pescar ao redor do mundo, a Ferrari teve que reorganizar toda sua estrutura técnica. Luca foi promovido como Chefe das Operações na Pista, na verdade, ele assumiu todas as funções que Ross desempenhava durante as corridas e Mario Almondo foi promovido a Diretor Técnico, supostamente para assumir as funções que Ross também desempenhava na fábrica. Atualmente o Diretor Técnico da Ferrari é Aldo Costa, e o título do cargo de Baldo agora é Diretor Esportivo.

Longe do pitwall, Luca é uma pessoa modesta, tímida e caseira. Em 2002, como presente por seus 40 anos de vida, sua mulher Simonetta Cavligieri escreveu um livro em sua homenagem. O título é ‘Ingegnere Delle Rosse – Il Baldo Luca…Da Zero a Quaranta’ (Engenheiro dos Vermelhos - Baldo de Zero a Quarenta) e reporta todos os momentos especiais de sua vida incluindo fotos, depoimentos da família, amigos e até de um certo heptacampeão de F1.

No último final de semana, Michael deu o ar de sua graça em sua cidade (automobilisticamente) natal, Kerpen. Como chefe da equipe KSM, ele fez questão de testar o novo Tonykart para 2009. Seria também algum treinamento para o Desafio Internacional em Floripa?

 Na foto abaixo com seu amigo, ex-mecânico e agora sócio na KSM, Peter Kaiser (à esquerda).

Michael participou dos testes em Portugal para campeonato mundial de Superbike no ínicio do mês de novembro. Segundo o piloto alemão Ben Spies que irá correr pela Yamaha ano que vem, Michael mostrou que era competitivo correndo numa pista que ele não conhecia. Apesar dele não ter sido tão rápido quanto os experientes pilotos, a informação que ele fornecia era impressionante. Ele realmente mostrou que entendia o lado mecânico das motos, pedindo até para alterar a suspensão até se adequar ao seu estilo

Primeiro, ele testou a Yamaha de Noriyuki Haga. Ele deu 20 voltas e seu melhor tempo foi de 1:50.2. Então ele fez 12 voltas com uma Ducati F08 e seu melhor tempo foi de 1:52.8. Mais tarde na semana, ele testou uma Honda CBR-RR para sua equipe na IDM e foi mais rápido com ela com o tempo de 1:48.5. Com este tempo, ele se qualificaria para a última corrida em Portimão do Campeonato Mundial.

Silvano Galbusera (chefe técnico da Yamaha) disse: ”Michael é um cara esperto, ele imediatamente conseguiu ver as diferenças entre a moto de Corser e Haga e pode traduzir isso em palavras.”

Sua dedicação às motos impressionou o chefe da Honda Fiorani que já ofereceu ao futuro quarentão uma vaga para o Campeonato Mundial em 2009. “Basta ele perguntar”.

Estava tirando umas férias do blog após o encerramento da Fórmula 1, ao contrário de Schumacher que já está com a agenda cheia para este final de ano com o Desafio das Estrelas em Florianópolis e Corrida dos Campeões em Wembley, eu só estava pensando em ficar com as pernas para o ar. :)

 

Eu tive um troço com o GP do Brasil, nem mesmo quando o motor do Schumacher estorou em Suzuka no campeonato de 2006 senti tantas emoções adversas. Até o próprio Michael ficou extasiado com o final do campeonato e escreveu em seu site:

“Felipe pode sair de cabeça erguida por causa do seu desempenho na corrida, ele certamente conseguiu convencer os últimos céticos. Ele certamente vai lutar pelo campeonato ano que vem.”

Schumacher também parabenizou Hamilton por sua entrada no clube dos campeões.

“Que final! Eu ainda estou extasiado pela corrida de ontem. É algo que eu nunca passei, nem como piloto e nem como espectador. Só dá para afirmar que foi obra do destino.”

Schumacher era um dos poucos que acreditava que Massa poderia ainda conquistar o título em Interlagos, apesar dos setes pontos de vantagem de Hamilton.