No post anterior, Neto fez uma pergunta sobre quem sabia do fato de Schumacher ter sido multado. Eu iria responder que geralmente não gosto apenas de copiar e colar uma notícia que todos já sabem e jogar aqui no blog. Mas na hora lembrei de outras histórias, e o comentário começou a virar outro post.
Michael tem se envolvido na questão de segurança nas estradas européias desde 98. Alguns dizem que ele apenas passou a cooperar nesses tipos de campanha porque era uma espécie de ’punição’ por parte da FIA devido seu comportamento na última corrida decisiva em Jerez de 97. E como está sendo ‘punido’ até hoje, não é de se admirar que esses fatos por excesso de velocidade ou qualquer outro tipo de infração são bem raros, ou pelo menos não caem na boca da mídia.

De 97 para cá – além da multa que ele recebeu perto de Kerpen - houve aquele ‘acidente’ em Kent na Inglaterra que ele foi parar na polícia, mas ninguém foi responsabilizado e ficou por isso mesmo; outro episódio aconteceu na Noruega, correndo para chegar numa estação de ski para aproveitar suas férias da temporada de F1, ele foi multado também por excesso de velocidade.
Em 95, ele encheu a traseira de um caminhão na Alemanha. Estava distraído sintonizando outra estação de rádio (talvez procurando uma música do Michael Jackson), e não percebeu que a fila de carros a sua frente começou a parar. O motorista do caminhão levou na esportiva, pediu autógrafo e ainda disse que iria colocar uma daquelas famosas frases de pára-choque: “Schumacher bateu aqui”.
No início dos anos 90 (estamos regredindo) aconteceu outro fato do tipo ’velozes e furiosos’. Essa história foi contada por Frentzen, e aconteceu numa época em que Heinz e Michael ainda eram amigos e Corinna ainda sonhava em ser a senhora Frentzen. A Mercedes proporciona(va) aos seus pilotos, preparação física e acompanhamento médico na clínica do falecido dr. Jungl na Áustria. Michael estava a caminho desse local e Heinz como seu passageiro, contou que ele estava dirigindo absurdamente acima da velocidade normal, correndo feito louco numa estrada ainda coberta de neve como se disputasse o campeonato mundial de rali. Heinz já se imaginava atracado em uma árvore. Quando chegaram na clínica, Frentzen contou tudo ao médico que o examinava, explicando o motivo do seu coração estar tão disparado e pediu para que examinasse Michael para confirmar o desespero pelo qual havia acabado de passar. Mas o médico lhe surpreendeu dizendo que o batimento cardíaco de Schumacher estava o mais normal possível.

E não posso deixar de citar o início da carreira de Schumacher no mundo do esporte a motor, o pontapé inicial foi um acidente de trânsito, para variar. Seu pai, pedreiro e quebra-galho, construiu um pequeno kart feito com um motor de uma moto velha acoplado num carrinho de brinquedo. Schumacher vinha todo veloz e feliz dirigindo pelas ruas e calçadas da cidade quando deu de cara com o poste. A partir desse momento, ele passou a pilotar kart somente dentro da pista de Horrem, tornou-se o sócio mais novo com apenas 4 anos, foi até manchete no jornal local. Depois a pista se mudou para Kerpen-Manheim, e ele continuou a competir, a ganhar, a irritar, a surpreender…