Recentemente a Ferrari lançou sua revista oficial para os clientes e amantes ao redor do mundo. A revista é em inglês e sua primeira edição conta com um entrevistador especial: Michael Schumacher, que esteve cara a cara com seu próprio patrão, Luca di Montezemolo em Maranello.

A seguir alguns trechos da inusitada entrevista:
Di Montezemolo: Onde você deixou sua moto? (Referindo-se a nova paixão do Michael)
Schumacher: Está bem abaixo de nós lá fora, você quer dar uma voltinha?
Schumacher: Presidente, quando começou sua paixão por carros?
Di Montezemolo: Eu tinha 4 anos de idade quando minha avó comprou um Fiat 1400. Eu o adorava, não conseguia parar de olhá-lo.
Schumacher: Na verdade eu estava perguntando sobre os carros de corrida…
Di Montezemolo: Isso veio mais tarde, eu tinha uns 12, 13 anos. Mas desde o momento em que eu podia falar, eu já conversava sobre carros…Meu apelido era Nerone (ele era chamado assim quando corria, com referência ao imperador romano Nero)

Schumacher: Quais foram suas melhores lembranças como Presidente da Ferrari?
Di Montezemolo: A primeira foi em Hockenheim em 1994, quando Berger venceu pela Ferrari, então eu percebi que nós tínhamos parado de andar para trás. E que era tempo de pensar sobre você. A segunda lembrança vem de Barcelona em 96: a primeira vitória com um novo piloto.”
Eu tenho um bom número de lembranças especiais com você. Sem considerar a conquista do campeonato mundial no Japão em 2000, sua última corrida no Brasil vem a minha mente: ela foi soberba mesmo sem vencê-la. E Magny-Cours em 2002, quando você venceu o título já em Julho. E também em Monza, Ferrari Days de 2006, seu último momento como um (oficial) piloto de corrida. Foi duro de pensar que o maior piloto, que ainda era o melhor, estava deixando a F1.
Schumacher revela: Quando eu vim para a Ferrari, eu tinha muitas dúvidas. Olhando em volta eu vi que Todt tinha um modo similar de trabalhar como eu: com bastante lógica e metódico. Mas quando eu estava com você, eu descobri algo interessante que eu ainda não tinha reparado sobre mim mesmo: o lado emocional e entusiasta, a paixão e a devoção que você transmitia para nós. Você percebeu alguma mudança em minha personalidade?
Di Montezemolo: Você entendeu com o seu coração o que era a Ferrari. Você mudou o seu modo alemão de pensar.

Schumacher: Quantas televisões você detonou por minha causa assistindo F1?
Di Montezemolo: É verdade que algumas vezes eu fiquei bem irritado. Eu diria umas quatro.
Schumacher: Somente quatro? Ainda bem que você não me enviou a conta…
Julho 4, 2008 at 12:51 pm
http://oglobo.globo.com/esportes/f12008/mat/2008/03/11/na_f-1_2008_goleada_de_senna_sobre_schumacher_10_1-426179527.asp
perdeu pro Prost também?
claro, isso aí não vale nada.
Julho 4, 2008 at 3:59 pm
Hummm! Eu acho que o post não citou Senna nem Prost muito menos o que os pilotos pensam.
Julho 8, 2008 at 10:52 pm
Senna e Shumacher hoje nao podem ser comparados…foram pilotos excepcionais…cada um em sua época…
mas eu acredito que Senna tinha uma emoçao a mais que Shumacher…um amor maior…acho que daria Senna na cabeça em cima do alemao…
Julho 9, 2008 at 2:29 am
Concordo com você Fábio quanto a comparações. Cada um teve seus momentos de glória, seus momentos de arrependimento.
Quanto a quem deu mais emoção, penso que isso é bem subjetivo e relativo.