Benetton B194

Schumacher venceu seu primeiro título nesse carro após seu principal rival Senna ter falecido em Ímola. As mudanças nas regras terminaram com o controle de tração, então os projetistas tiveram que voltar ao básico.
“Este foi o primeiro carro com suspensão mecânica por algum tempo.” – disse Rory Byrne. “Havia muito mais liberdade nos ajustes do balanço e altura da suspensão, então era importante limitar a sensibilidade da aerodinâmica à atitude do carro. Era bem controlável.”
“Era óbvio para mim que esse carro era um foguete desde da primeira vez que eu o dirigi. Mas os inúmeros problemas com motor que nós encontramos nos primeiros testes era a minha preocupação. O carro só conseguiu simular uma corrida inteira somente uma vez antes de começar a temporada. Depois das medidas técnicas a favor da segurança introduzidas por causa da morte de Ayrton Senna, o carro ficou bem instável, mas mesmo assim nós vencemos o campeonato.” – disse Michael Schumacher.
Benetton B195

A equipe tinha motores Renault para a temporada de 1995. “Você não pode subestimar a quantidade de recursos que se utiliza para se adaptar a um novo motor. ” – disse Rory. “Nós começamos 95 muito tarde. Foi somente no meio do ano que conseguimos deixar tudo sobre controle.”
“O B195 era muito avançado para a época em termos de aerodinâmica, mas também bem sensível como consequência. As escolhas de configuração eram realmente críticas no desempenho do carro pois reagia a qualquer variação na altura da suspensão, e isto foi a causa de alguns acidentes naquele ano. A melhor coisa que havia no carro era o motor Renault V10 – pelo menos nós tínhamos a mesma potência da Williams.” – disse Schumacher.
Ferrari F310

O primeiro gostinho que Schumacher teve numa Ferrari foi no carro de 1995. O projetista John Barnard relembra: “Ele me contou que gostava do carro e poderia ter vencido o campeonato nele.”
Já não se pode dizer o mesmo da Ferrari de 96. “Nós tentamos aumentar a eficiência da aerodinâmica com um bico parcialmente levantado e nós tentamos colocar um assoalho duplo embaixo da entrada de ar lateral (sidepod).” – disse Barnard. “Dentro do túnel de vento, nós vimos resultados melhores do que os obtidos pelo carro de 95. Mas na pista foi totalmente diferente. Era um carro bem difícil.”
“Infelizmente para mim, meu primeiro ano na Ferrari foi num carro não muito confiável. E para ficar ainda pior, o design tinha deficiência na parte aerodinâmica, o que o tornava ainda mais difícil de se pilotar. Mas eu descobri que embaixo de chuva, o desempenho era ok, como no GP da Espanha, embora eu tenho que dizer era um carro mediano. Nós tivemos sérios problemas com motor naquele ano. Então, falando honestamente, o pacote completo era bem fraco.” – disse Schumacher.
F310B

Em 1997, a Ferrari teve um ano mais conservador.
“Nós não queríamos cometer os mesmos erros de novo, então era um bico convencional com entradas de ar convencionais. E ficou melhor”. – disse Barnard. “Nosso objetivo principal era construir um carro básico que pudesse ser desenvolvido depois.”
Rory Byrne e Ross Brawn chegaram no início daquele ano para continuar o trabalho de Barnard e chegaram bem próximos de vencer o título.
“No início da temporada, as coisas estavam semelhantes ao ano anterior, o que não era nada encorajante. Embora, durante o ano, nós conseguimos desenvolver mais o carro e fazer ajustes na aerodinâmica e na mecânica que o deixaram mais competitivo. Daí então o F310B ficou bom. Nós fomos capazes de lutar pelo campeonato que era nosso objetivo declarado para 97.” – disse Schumacher.