Junho 2008


Na última quinta-feira (26/06) foi realizada a oitava edição do “Podio Ferrari” , que é um encontro anual onde os fornecedores e parceiros da Ferrari do mundo todo são premiados. Nesse ano foi levado em questão as companias que tiveram excelente tecnologia e capacidade técnica para inovação e desenvolvimento dos produtos em parceira com a  Ferrari.

Na cerimônia estiveram presentes o presidente Luca di Montezemolo, o vice-presidente Piero Ferrari e o diretor Amedeo Felisa, além de Michael Schumacher que contou aos convidados sobre o trabalho de desenvolvimento feito no novo carro Ferrari California.

Os contemplados foram Harman Becker (sistemas automotivos), TCS (serviços de software), Saima (logística) e Bosch (controle de injeção e estabilidade eletrônica).

 Ferrari F300

Houve mudanças importantes para 1998 e o carro todo ficou 20cm mais estreito.”

“A redução do tempo na pista foi boa. E também teve mudanças na aerodinâmica.” – disse Rory Byrne. “Este foi o primeiro ano que a Mclaren e as outras equipes grandes passaram a usar pneus Bridgestone, então o que predominava mais eram os pneus. Nós ainda tínhamos uma parceria com a Goodyear e eles estavam um pouco atrás (em relação à Bridgestone) na Austrália. Mas é justo dizer que eles conseguiram alcançá-los.”

Schumacher: “Nós tínhamos Goodyear e a Mclaren era mais competitiva usando Bridgestone que se adaptou melhor à nova regra dos pneus com sulcos. Isso mudou as características de condução do carro. Nós sofremos para encontrar consistência e o F300 não pode mostrar o que realmente valia.”

 

Ferrari F399

 

Rory Byrne: “O F399 foi o desenvolvimento do F300, mas com uma suspensão traseira basicamente diferente. Nós tivemos que redesenhar a suspensão para se adaptar aos pneus Bridgestones. A FIA tinha nos permitido testar os pneus somente após o final da temporada de 98, então tínhamos muito trabalho a fazer.”

Michael Schumacher: “O F399 com certeza foi um passo adiante em relação ao carro do ano anterior, mas apesar de tudo, eu aindo acho que a Mclaren tinha o melhor carro, e também o melhor pacote aerodinâmico. Porém, algo bom e encorajante para nós foi que estávamos fazendo constantemente pequenas melhorias em cada parte do carro, gradualmente nos tornávamos ainda mais competitivos. Nós estávamos quase lá como o F399, mas o próximo passo em desempenho foi mais difícil de se achar.”

 

Ferrari F1-2000 

Rory Byrne: “Os três carros que eu projetei na Ferrari foram todos desenvolvidos baseados no projeto anterior, mas o desenvolvimento aerodinâmico entre 1999 e 2000 nos mostrou que tínhamos feito mais progresso do que nunca. Nós também melhoramos muito ao reduzir o peso e abaixar o centro de gravidade do carro.”

Michael Schumacher: “No projeto do F1-2000, nós fizemos o progresso mais significante desde que eu entrei na equipe em 1996. O carro era o melhor que eu já havia pilotado até então. Do ponto de vista aerodinâmico, também, o carro era brilhante. Nós damos um grande passo em relação à aerodinâmica naquela época. No momento em que eu entrei dentro do carro eu sabia que era aquele que nos traria o campeonato mundial. Era muito rápido e eu tinha prazer em pilotá-lo.”

Outro evento que Michael já tem anotado em sua agenda é o ‘Ferrari Days’ que acontecerá na pista de Nurburgring em outubro. Michael estará apresentando a nova Ferrari California.

Na ‘festinha’, além da presença do heptacampeão e da nova Ferrari, ainda terá o supercarro FXX e carros de corridas históricos que marcarão presença nos dias 3 a 5 de outubro. Esta apresentação será uma das poucas que Michael fará dentro da Alemanha, e como nos outros anos, a expectativa é que atraia 30.000 fãs. Ao mesmo tempo, será a primeira vez que a nova Ferrari California será vista na Alemanha após seu lançamento no Salão do Automóvel.

Mais de 1000 Ferraris estarão estacionadas dentro do paddock de Nurburgring, algo que já é espetacular só de falar. Michael também fará uma pequena apresentação (cavalos de pau) com sua FXX preta e quem sabe também atacará a nova Ferrari.

A Corrida dos Campeões deste ano será realizada novamente no estádio de Wembley, depois que os organizadores confirmaram o acordo após o primeiro evento em 2007.

Ano passado, Wembley ficou no lugar de Paris, aonde era realizado esse evento de final de ano, que verá os maiores pilotos do mundo competindo entre eles em carros idênticos.

O estádio será coberto com 2000 toneladas de asfalto para criar um circuito para a corrida que acontecerá no dia 14 de dezembro.

O heptacampeão Michael Schumacher já confirmou que irá neste ano.

“O grande barato da ‘Corrida dos Campeões’ é que tanto faz se você vencer ou perder, você sempre se diverte…” – disse Schumacher.

“Qualquer que seja o resultado, eu já estou orgulhoso por ajudar a ICM, que é dedicada às pesquisas das desordens cerebrais e medulares. Espero que eu possa ajudar os organizadores da ‘Corrida dos Campeões’ arrecadando fundos para essa causa tão importante.”

O presidente dos organizadores do evento, Frederik Johnsson, ficou muito feliz pela realização da corrida em Wembley.

“Os fãs britânicos são apaixonados pelo automobilismo, e realmente receberam de braços abertos a ‘Corrida dos Campeões’ quando nós trouxemos o evento para o Reino Unido pela primeira vez.”

 Ano passado, eu pude assistir algumas partes da corrida ao vivo pela internet. Provavelmente este ano também será transmitido assim, e vale a pena. O histórico do Michael é muito bom na corrida, ele já tem dois vice-campeonatos e venceu ano passado com Vettel por equipes. Ele perdeu para Heikki Kovalainen em 2004 e deixou o garoto completamente extasiado, Heikki depois disse que foi uma das melhores sensações que ele teve na vida. Nesse mesmo evento Schumacher venceu o desafio contra Loeb, campeão mundial de rali.

Em 2007, a equipe Alemanha, que tinha Michael juntamente e Vettel, venceu a equipe Finlândia com Heikki novamente (ele marcou presença em todas desde 2004) e Marcus Grönholm. Na disputa individual o sueco Mattias Ekström levou a melhor.

Sim. É isso mesmo que você está pensando. Michael, para não perder o costume, caiu novamente da moto. Porém, agora ele foi mais esperto e caiu na primeira corrida, podendo terminar a segunda na 22ª posição largando do fundão.

Brincadeiras à parte, vamos aos fatos: a primeira bateria teve 20 voltas com 40 competidores; 11 ficaram pelo caminho, entre eles Michael Schumacher, faltando 7 voltas para completar a primeira corrida. Na segunda bateria, mais 19 voltas com 33 competidores chegando intactos até o final. Michael ficou feliz com seu resultado final somado com a dobradinha da Ferrari em Magny-Cours.

Após a qualificação: “Antes de mais nada, de uma pista para outra, parabéns para a nossa equipe em Magny-Cours. Primeira fila para a Ferrari, excelente. Kimi e Felipe não podiam ter feito melhor. Esta é melhor posição de largada, e amanhã estarei com os dedos cruzados.”

“Para mim, não foi tão mal assim. 13º e 16º lugares nas duas qualificações. Eu tenho que dizer que nem eu esperava por isso. Mas durante o teste da última semana quando eu vim para cá em Sachsenring, eu consegui me sair bem. Vamos ver como será amanhã.”

Após a corrida: “Dobradinha na França, esta é a melhor notícia do final de semana. Especialmente porque nossos oponentes não se saíram tão bem…”

“Na primeira corrida esta manhã, eu escorreguei, mas na segunda tudo ocorreu bem… Eu me diverti durante todo o final de semana, e o motociclismo ainda me interessa… Então mais uma vez: parabéns à Ferrari em Magny-Cours!”

Current Session: IDM Superbike 1. + 2. Zeittraining

_____________________________________________________________
Pos   Nr.    Name                Best           Laps                            Avg        _____________________________________________________________
1       1      Bauer                1:25.274      31                           154.936

16   77   Schumacher   1:27.372   30      02.098     151.215

Michael irá largar em 16° na corrida de amanhã. Na primeira parte da qualificação ficou entre os 13 primeiros. Mas no Q2, a equipe com motores Honda não conseguiu melhorar o tempo feito pela manhã, a pole do seu companheiro Martin Bauer foi conseguida nas voltas do Q1. Se Michael conseguir terminar a corrida, terá boas chances de chegar na zona de pontuação pela primeira vez.

Sachsenring é um circuito alemão localizado em Hohenstein-Ernstthal na Saxônia. E também promove o GP da Alemanha de MotoGP. A corrida poderá não ter muito destaque na mídia, pois vai ocorrer ao mesmo tempo que o GP da França. Melhor ainda para Schumi que prefere um pouco mais de anonimato, se isso for possível. E ele já está mais integrado ao ambiente das competições da IDM, tanto que não fica em hotéis, mas numa espécie de motorhome (bem diferente dos motorhomes da F1) ao lado da pista junto com os outros pilotos, conversando com sua equipe às tardes e assistindo aos jogos do campeonato europeu como um simples mortal.

Para quem conhece a personalidade do alemão, isso não deve ser nenhuma novidade. Mesmo na F1, Michael preferia a praticidade às mordomias. Os hotéis em que se alojava eram os mais próximos ao circuito, não necessariamente os mais luxuosos. Quando ele treina na pista da Ferrari em Fiorano, ele se hospeda na casa do Enzo Ferrari, que simplesmente se localiza no meio da pista. Isso permitia durante os testes intensivos da F1 que ele saísse da pista um pouco mais tarde e voltasse ao batente às 8 da matina no dia seguinte. Antes disso a casa funcionava como uma espécie de museu. Michael ficava num quarto simples e ainda tinha que dividir o banheiro com seu fisioterapeuta, Balbir Singh.

Ultimamente, Alonso vem me surpreendendo, não exatamente por seus resultados nas pistas mas pelo o que ele anda falando aos jornais espanhóis. Na minha cabeça aparecem duas suposições: uma que ele está empenhado em montar um fã-clube “Schumacher para siempre” na Espanha ou que ele está ansioso pela decisão de um certo finlândes que recentemente vem falando em aposentadoria, largar o mundo cheio de compromissos e frescuras da F1 e ser um feliz fantasiado gorila.

A última declaração de amor foi essa: “É excelente que o filho do Michael comece a correr. Eu conheço o chefe da equipe dele. Então eu disse para lhe dar o melhor kart porque todos sairiam ganhando se o nome Schumacher permanecesse no mundo do automobilismo. O que seu pai fez foi único. E seria maravilhoso se seu filho seguisse os passos de seu pai.” (Nem eu teria tanta inspiração)

Quando lhe perguntaram se pretende formar uma família, ele disse que ainda não, pois seria injusto se não ajudasse Raquel na criação dos seu filhotes.

Mas pode ser apenas uma desconfiança de fã, e Alonso esteja realmente sentindo falta dos tempos em que sua estrela brilhava quando Schumacher estava na F1, pois seu adversário era um peso-pesado.

Para deixar o post um pouco  mais infantil

Benetton B194

 Benetton B194

Schumacher venceu seu primeiro título nesse carro após seu principal rival Senna ter falecido em Ímola. As mudanças nas regras terminaram com o controle de tração, então os projetistas tiveram que voltar ao básico.

“Este foi o primeiro carro com suspensão mecânica por algum tempo.” – disse Rory Byrne. “Havia muito mais liberdade nos ajustes do balanço e altura da suspensão, então era importante limitar a sensibilidade da aerodinâmica à atitude do carro. Era bem controlável.”

“Era óbvio para mim que esse carro era um foguete desde da primeira vez que eu o dirigi. Mas os inúmeros problemas com motor que nós encontramos nos primeiros testes era a minha preocupação. O carro só conseguiu simular uma corrida inteira somente uma vez antes de começar a temporada. Depois das medidas técnicas a favor da segurança introduzidas por causa da morte de Ayrton Senna, o carro ficou bem instável, mas mesmo assim nós vencemos o campeonato.” – disse Michael Schumacher.

 

Benetton B195

 Benetton B195

A equipe tinha motores Renault para a temporada de 1995. “Você não pode subestimar a quantidade de recursos que se utiliza para se adaptar a um novo motor. ” – disse Rory. “Nós começamos 95 muito tarde. Foi somente no meio do ano que conseguimos deixar tudo sobre controle.”

“O B195 era muito avançado para a época em termos de aerodinâmica, mas também bem sensível como consequência. As escolhas de configuração eram realmente críticas no desempenho do carro pois reagia a qualquer variação na altura da suspensão, e isto foi a causa de alguns acidentes naquele ano. A melhor coisa que havia no carro era o motor Renault V10 – pelo menos nós tínhamos a mesma potência da Williams.” – disse Schumacher.

 

Ferrari F310

Ferrari F310

O primeiro gostinho que Schumacher teve numa Ferrari foi no carro de 1995. O projetista John Barnard relembra: “Ele me contou que gostava do carro e poderia ter vencido o campeonato nele.”

Já não se pode dizer o mesmo da Ferrari de 96. “Nós tentamos aumentar a eficiência da aerodinâmica com um bico parcialmente levantado e nós tentamos colocar um assoalho duplo embaixo da entrada de ar lateral (sidepod).” – disse Barnard. “Dentro do túnel de vento, nós vimos resultados melhores do que os obtidos pelo carro de 95. Mas na pista foi totalmente diferente. Era um carro bem difícil.”

“Infelizmente para mim, meu primeiro ano na Ferrari foi num carro não muito confiável. E para ficar ainda pior, o design tinha deficiência na parte aerodinâmica, o que o tornava ainda mais difícil de se pilotar. Mas eu descobri que embaixo de chuva, o desempenho era ok, como no GP da Espanha, embora eu tenho que dizer era um carro mediano. Nós tivemos sérios problemas com motor naquele ano. Então, falando honestamente, o pacote completo era bem fraco.” – disse Schumacher.

 

F310B

Ferrari F310B

 Em 1997, a Ferrari teve um ano mais conservador.

“Nós não queríamos cometer os mesmos erros de novo, então era um bico convencional com entradas de ar convencionais. E ficou melhor”. – disse Barnard. “Nosso objetivo principal era construir um carro básico que pudesse ser desenvolvido depois.”

Rory Byrne e Ross Brawn chegaram no início daquele ano para continuar o trabalho de Barnard e chegaram bem próximos de vencer o título.

“No início da temporada, as coisas estavam semelhantes ao ano anterior, o que não era nada encorajante. Embora, durante o ano, nós conseguimos desenvolver mais o carro e fazer ajustes na aerodinâmica e na mecânica que o deixaram mais competitivo. Daí então o F310B ficou bom. Nós fomos capazes de lutar pelo campeonato que era nosso objetivo declarado para 97.” – disse Schumacher.

 

 

 

Queda

Esta imagem já foi divulgada pela internet ao redor do mundo. Foi quando Michael caiu durante os testes em Saschsenring na semana passada. Porém não foi divulgado os resultados do teste, pelo menos eu não vi em nenhum lugar até agora.

Resultados

Muitas pessoas que seguem a F1 afirmam que Michael Schumacher somente obteve um grande número de vitórias pois sempre pilotou carros fenomenais. Será que é verdade? Os engenheiros que projetaram o chassi e o próprio Michael fizeram uma análise sobre cada carro que ele sentou dentro do cockpit nesses 16 anos de carreira.

Jordan 191

 Jordan 191

 A carreira de Schumacher na F1 começou na Bélgica nesse carro. Jordan 191, no qual ele fez apenas uma largada, era um carro bonito e teve um ano de estréia muito bom.

Simplicidade foi a chave para o projetista Gary Anderson. “Nós não conhecíamos as pistas e não tínhamos experiência. Nós nos focamos mais sobre o que nós tínhamos entendido e o funcional. Era bém básico, com uma aerodinâmica bem estável, era um bom pacote.”

A equipe com motores Ford conseguiu terminar em quinto no campeonato de construtores de 1991.

 

Benetton B191

 

Schumacher foi da Jordan para a Benetton antes do GP da Itália. Seu novo carro parecia volumoso, mas trabalhava com motores Ford.

O design focou no seu bico elevado. “Era um bom carro.” – disse o engenheiro John Barnard. “Mas havia muito conflito com os pneus Pirelli. Quando mudaram os pneus, nós paramos de rodar em círculos. E o motor tinha uma leve deficiência quanto à sua potência total.”

 

Benetton B192

 

 A equipe conseguiu terminar na zona de pontuação em cada corrida de 1992, e Schumacher venceu sua primeira (em Spa).

“Basicamente era um bom carro.” – disse o engenheiro Rory Byrne. “Nós não tínhamos muito tempo, então ele se tornou uma espécie de híbrido (com o B191). Nós nos concentramos no desenvolvimento da aerodinâmica e foi o primeiro carro que realmente tinha um bico elevado.” Porém não havia chance de competir com a imbatível Williams. “Nossa caixa de câmbio ainda era manual, o que comprometia o nosso ritmo nas corridas.”

 

Benetton B193

 

 Depois do B192 com pouca tecnologia, a equipe utilizou todos os dispositovos eletrônicos permitidos pelas regras em 1993.

“Este foi o último ano de liberdade.’ – disse Rory Byrne. “Nós tínhamos uma caixa de câmbio semi-automâtica, suspensão ativa e bem no final da temporada, direção nas quatro rodas.”

O último foi um erro. “Nós ficamos muito concentrados em desenvolver a direção nas quatro rodas.” – disse Byrne. “Mclaren tinha freio hidráulico e ABS – era claro que isso abaixava ainda mais o tempo da volta.”

Próxima Página »