Maio 2008


Michael já está em Nürburgring para participar do campeonato alemão de superbikes neste final de semana. Ele não irá largar do fundão como da última vez mas sim da 25ª posição, que é uma posição intermediária, pois são 50 competidores. Ele disse que ficou satisfeitíssimo com sua colocação para corrida, pois apesar de ter bastante experiência nessa pista, isto não o ajudou de forma significativa com as motos, pois a trajetória na pista sobre duas rodas é diferente da condução de um carro de corrida.

Ele também parabenizou seu companheiro de equipe Martin Bauer que obteve a pole.

Corrida: Na primeira bateria ele terminou na 22ª posição e na segunda bateria, ele estava em 17° na décima volta, quando escorregou e caiu. Ele disse que freou muito forte, mas está ok e se divertiu na corrida. Ele ficou a dois lugares de conseguir seu primeiro ponto, caso não tivesse caído. As duas baterias foram vencidas pelo seu companheiro Martin Bauer.

Não é mais um de F1, obviamente. Mas parece que além dos 7 que ele colecionou dentro das pistas, parece ser um fominha por títulos também fora delas. Eu posso enumerar alguns que ele já teve ou tem:

- Embaixador da UNESCO

- Embaixador da República de San Marino

- Embaixador da Bacardi

- Presidente da GPDA

- Presidente Honorário do time “Nazionale Piloti”

E agora para incluir mais um na lista, ele foi escolhido para exercer o cargo de Presidente do Fundo para Desenvolvimento da Segurança do Automobilismo (não sei se esse é o mais importante, mas com certeza é o mais comprido). Ele será o responsável pela aplicação de 60 milhões de dólares oriundos da multa aplicada pela FIA de 100 milhões na equipe Mclaren ano passado, em programas de aprendizado de segurança.

Dentro da entidade, estão também Jean Todt, Max Mosley, Nick Craw (presidente do Comitê de Automobilismo Americano) e seu companheiro de bar Norbert Haug, chefão da Mclaren-Mercedes, que parece estar satisfeito de fazer parte do grupo: “Esse novo fundo fará uma grande diferença quando nós investirmos em treinamento no automobilismo ao redor do mundo.”

Eu me lembrei de um boato sobre Haug e Schumacher, que eles tinham feito uma aposta, não sei exatamente em que ano: caso a Mclaren vencesse uma certa corrida, Michael teria que se vestir de garçom e servir cervejas para Haug e vice-versa. Não tenho como provar essa história, e não sei quem teve que aturar “Oh! Garçom, traz mais uma aqui!”

 

Não é novidade que Schumacher e Massa são amigos faz algum tempo, mais precisamente a partir do ano de 2003 que Felipe trabalhou como piloto de testes da Ferrari. No início desse ano, Schumacher que não vai afagar ninguém quando ver coisa errada no seu novo cargo de conselheiro, culpou Felipe pelo acidente com Coulthard que tirou ambos da prova da Austrália. Mas previu que ele poderia se recuperar ao longo do campeonato.

Quanto à amizade com Kimi, ele diz que se trata de algo mais profissional, dentro do seu cargo de conselheiro. Ele não tem tanta liberdade com o finlandês como tem com o brasileiro, que só recebeu elogios após o desempenho em Mônaco: “Eu acho que no início da temporada, aconteceu um monte de coisas que não deram sorte para ele. Mas nós já tínhamos visto ano passado que ele é muito forte. Eu tenho que dizer, ele frequentemente é subestimado quando comparam seus resultados. Eu acho que ele melhorou muito quando você considera que agora ele costuma deixar o carro número 1 atrás dele.”

Michael dirigiu em Mônaco numa Ferrari 430 Spider para um programa da RTL e contou o que ele achava da pista.

“É muito especial aqui. Há somente outro lugar como este: Macau. Tem a mesma intensidade, mas não é possível pilotar um F1 lá. Mônaco é irracional mas fantástico.”

“Se você não venceu um campeonato mas você pode dizer que você ganhou em Mônaco, é algo especial, – também para mim.”

Sobre o jejum da Ferrari desde 2001: Não há uma razão do porquê a Ferrari não ter vencido em Monte Carlo durante esse tempo, exceto que as equipes estavam mais preparadas especialmente para essa pista e para a corrida em Budapeste. Isto é o que a Renault fez por alguns anos atrás. Eles foram somente rápidos em Budapeste e Monte Carlo mas nas outras pistas eles não eram assim tão competitivos. Eles sabiam normalmente que eles não venceriam uma corrida, então eles se preparavam para os circuitos de rua especialmente. Talvez esse foi o caso dos dois últimos anos também.” (Eu acho que ele está falando sobre a Renault antes de 2005)

Nos dois últimos anos ele teve que lutar mais e fazer muitas ultrapassagens em Mônaco: “É muito difícil ultrapassar aqui, mas não é impossível. Mas você tem que ser sortudo e agressivo, claro. Sem agressividade você não não sai do lugar aqui. Eu acho que as pessoas sabiam quando eu estava atrás delas, e de um jeito ou do outro, elas me deixavam passar. Dependendo do piloto eu sabia como eu o atacaria e como eu o ultrapassaria.

De acordo com Michael, Mônaco não é mais perigoso do que outros circuitos. Ele não acha o túnel perigoso assim. “Se você tiver um problema aqui e você bater na parede, você continua na pista até parar. Batidas frontais, como a de Kovalainen em Barcelona, são mais perigosas.”

Sobre Rascasse: “Rascasse é uma curva muito louca. A entrada já é estranha, você tem a sensação que pode frear mais tarde talvez do que você atualmente faria. E algumas vezes você perde o traçado. Eu sou a prova disso…

Michael apareceu durante os treinos livres da F1, e os poucos torcedores presentes no circuito de Monte Carlo aplaudiram Schumacher quando o mesmo se dirigia aos boxes da Ferrari. Ele não fez nenhuma declaração, nenhuma entrevista, mas está na boca do povo neste final de semana.

Mark Webber, conhecido por falar demais, e soltar algumas pérolas como “Temos dois pilotos. Williams e Renault só têm um”, parece que a razão e o bom senso voltaram a passear em sua cabecinha: ”Todos os pilotos de Fórmula 1 são talentosos mas os realmente muito bons tem um sentimento incrível do que eles precisam fazer, como ter o carro no limite.” – ele disse em sua coluna.

“Michael Schumacher teve muitas batidas e colisões (com apenas 20% de abandono) mas ele explorou o limite mais do que qualquer outro campeão mundial – e ele venceu mais campeonatos também. Não é algo que você possa ver visivelmente mas é 1% a 2%. Mônaco é desse jeito, e de quinta a sábado é um lugar especial para estar e um espetáculo fantástico.”

 

Durante os treinos, Michael ficou num lugar estratégico, o ‘S’ da Piscina, observando toda a movimentação e relatando para os engenheiros e pilotos (será que posso incluir Kimi?) da Ferrari. Ele com certeza tem muita informação para repartir com a equipe, já que o mesmo venceu em Monte Carlo, 5 vezes: em 1994, 1995, 1997, 1999 e 2001.
 
 
Outro que fez uma declaração, um pouco enigmática, foi Kimi quando perguntado quem seria o melhor piloto que ele já viu pilotar em Mônaco: ”Talvez alguém que já tenha se aposentado!(humm!)  Mas entre os atuais, eu acho que Alonso, Hamilton e Felipe que foi terceiro na última corrida, todos tem a habilidade de se saírem bem nessa pista…”
 
 
A corrida de Mônaco é um clássico, o mais tradicional de todos os Grandes Prêmios, mas verdade seja dita a corrida só fica realmente interessante quando chove, pois se não, é como ver um passeio de carrossel.  Os fatos mais memoráveis sob chuva foram em 1996 quando Olivier Panis conseguiu sua única vitória com apenas três adversários intactos no final da corrida, ou 1997, quando Michael Schumacher venceu sob um dilúvio bíblico.
 
A última vitória da Ferrari foi em 2001, justamente com Schumacher e Domenicali comentou sobre o fato. “Não vencemos aqui há sete anos. Então, seria bom acabar com isso neste ano. Nesse tempo, quase sempre tivemos o melhor carro e mesmo assim a vitória não veio. Nem quando dominamos a temporada, como em 2002 e 2004, conseguimos o lugar mais alto do pódio. O GP de Mônaco é sempre difícil, mas viemos com a intenção de vencer”, disse Domenicali. E como Didi diria: “Aguarde e confie.”
 
 
 

Após a queda de moto em sua corrida de estréia na categoria profissional, Schumacher decidiu se estabacar nos gramados de futebol. Mas desta vez as quedas não foram em vão. A partida foi disputa ontem à noite (20 de maio) no estádio Luis II em Mônaco. O jogo foi beneficente em prol da AMADE (Associação Monegasca dos Amigos das Crianças) e contou com a participação de mais de 60 pessoas relacionadas ao mundo do automobilismo e entretenimento, atendendo ao pedido do príncipe Albert II para a quarta edição do “Football World Stars”.

Os 3.000 espectadores aplaudiram com entusiasmo o desempenho dos times “Nazionale Piloti” e “Star Team”, cujo placar final foi a goleada de 4 a 0 para os pilotos. Gols marcados por Michael Schumacher (1 gol), motociclista Fabrizio Lai (1 gol) e piloto da DTM Mario Engel (2 gols).  As ‘estrelas’ não conseguiram penetrar na defesa inexorável dos pilotos durante a partida.

O time Nazionale Piloti era formado pelos pilotos de F1 - Trulli, Massa, Fisichella, Vettel e Liuzzi; os jovens promissores da GP2 – Maldonado, Pantano, Petrov e Filippi; Ivan Capelli e o insubstituível goleiro Matteo Munari; o brasileiro Augusto Farfus do WTCC; Christian Montanari do FIA GT; pilotos da World Series Renault – Barba e Baguette; e fazendo suas estréias no Nazionale Piloti,  Nico Rosberg da Williams e o espanhol Roldan Rodriguez (GP2).

A AMADE foi fundada em 1963 pela Princesa Grace Kelly e é atualmente presidida pela princesa Caroline que luta pela proteção dos direitos fundamentais das crianças no mundo todo.

Melhores fotos selecionadas encontram-se no fórum http://www.schumi4ever.net/viewtopic.php?f=16&t=760&p=10542#p10542

Michael Schumacher terminou a primeira bateria na 28ª posição e na outra ele caiu. Essa foi sua estréia profissional na Campeonato Alemão de Motos (IDM) no circuito de Oschersleben neste final de semana.

Depois de seu pseudônimo – Marcel Niederhausen de Stuttgart - ter sido revelado pela imprensa, o alemão de 39 anos, correu com seu nome real e atraiu um batalhão de repórteres ao circuito.

O heptacampeão de F1 encontrou dificuldades técnicas na qualificação e largou entre os últimos, terminando em 28º. Ele já estava na 21ª posição quando sofreu a queda e foi parar na brita.

“Há alguns arranhões na moto e provavelmente umas boas fotos para os fotógrafos”, Schumacher brincou. Ele disse que a queda não o deixou preocupado.

“Eu sou um piloto de corrida. As motos me agradam, mas eu não tenho nenhum plano de entrar na categoria definitivamente…Talvez eu correrei de tempo em tempo, mas sempre como um piloto convidado e sem ambições para outra carreira.”

Abaixo os vídeos, com trechos da corrida em Oschersleben:

Vídeo 01

Vídeo 02

 

Na primeira bateria, Michael terminou na 28ª posição após largar da última posição. Ele estava recuperando posições quando cometeu um erro, saiu da pista e teve que novamente conquistar espaço entre os competidores.

Na segunda bateria, ele caiu porém não se machuchou. Estava ocupando a 21ª posição na 12ª volta de 20 voltas no total, quando perdeu o controle da moto. Mas com certeza, ele se divertiu sentindo a adrenalina de pilotar sobre duas rodas. Abaixo as fotos:

Com Sabine, sua assessora

Post Atualizado: Segunda parte da qualificação

 

A habilidade de Michael sob chuva numa corrida de F1 é bem conhecida, porém se a forte chuva continuar amanhã, ele não correrá o risco de fazer sua estréia profissional.

 

Apesar da chuva que caiu durante a qualificação, ele obteve a 23ºposição dentre 38 participantes na primeira parte da qualificação. Ele ficou 6,5 segundos atrás do tempo do primeiro colocado, embora as diferenças fossem bem grandes no pelotão da frente. Martin Bauer ficou em 4º e foi 2 segundos mais lento que o tempo do primeiro.

 

Porém na segunda parte da qualificação, a pista secou, mas a moto de Schumacher teve problemas elétricos e ele não pode participar do Q2. Portanto ele largará na última posição, já que todos conseguiram melhorar suas posições anteriores.

 

 

Mas Michael não ficou desanimado com isso, ele disse aos jornalistas que ele preferia largar em último para não atrapalhar o campeonato. Ele está se divertindo muito, e o que mais gosta no mundo das motos é que não há pressão, tudo é mais tranquilo e divertido. Ele nunca gostou do glamour da F1, e o mundo que está vivendo agora é o qual ele pertence, ainda acrescentou que sente feliz por seus companheiros terem aceito sua presença na corrida. Reforçando, não entrará profissionalmente nas corridas de motos, é apenas diversão.

 

Na página abaixo do Bild, tem um vídeo com cenas de Michael pilotando sua moto.

 

Vídeo

 

 

Infelizmente, estava chovendo hoje nos treinos, e Michael não participou dos dois primeiros treinos livres em Oschersleben para o campeonato de Superbike. No terceiro treino ele fez apenas 10 voltas sem marcar tempo. Como Michael não tem experiência nas corridas de moto debaixo de chuva, ele não arriscará seu pescoço caso isto ocorra.

Próxima Página »