Assistindo ao treino de classificação para o GP da Espanha ao vivo pela Globo, fiquei um pouco ‘alternada’ (não sei uma melhor palavra) quando falaram a respeito do Barrichello igualando o recorde do Patrese em número de gps disputados. Não foi pela estória cômica de Patrese pegar um carro para não deixar Schumacher alcançar o seu número. Mas pelo modo como Reginaldo mencionou que Schumacher queria quebrar o recorde de Patrese. É esse o tipo de coisa, que pode parecer bem pequeno e ridículo, mas me irrita profundamente. Pois conhecendo ou pelo menos indo em busca do que Schumacher disse e diz, ele nunca se referiu a esse recorde e enfatizou ‘irei alcançá-lo’.

E na minha opinião, esse tipo de coisa passa a impressão errada de que Schumacher corria para quebrar recordes. O que é uma completa inverdade, pois ele sempre disse que não se preocupava com eles, que apenas teria tempo de pensar sobre isso quando estivesse aposentado, ou seja, agora. Talvez a única declaração, irônica e falsa, que ele disse a respeito disso, foi que correria até completar 50 anos.

E eu pessoalmente não acredito que Patrese esteja satisfeito com o fato de seu recorde ser quebrado por Barrichello ou por qualquer outro piloto. Ele, sim, dava muito valor a isso. Afinal era o único fato que não deixava as pessoas o esquecerem ou pior ser lembrado como o piloto que deixou a F1 após brigar com todo mundo na Benetton e amargurar a posição de companheiro de equipe do Schumacher em 93. (Coincidência?!) De qualquer maneira, Barrichello poderá ser lembrado de forma mais justa. (Até alguém quebrar seu recorde, ou não?)