O momento mais especial para qualquer fã é quando ele o encontra pessoalmente. Pode ser algo bem rápido, questão de minutos, mas dificilmente será esquecido. Eu sempre gostei de saber das pessoas como é encontrar Michael ao vivo e a cores. Pois acho divertido como até seus próprios fãs se surpreendem com sua atenção, cordialidade e mesmo se espantam com seu bom-humor.

Claro que ele nem sempre estará disposto a dar um autógrafo e a sorrir para uma máquina fotográfica a qualquer momento do dia. Talvez algumas pessoas não apreciem isso. Mas é o modo como Schumacher aprendeu a lidar com o excesso de assédio por parte do público e da mídia durante esses quase 20 anos. Ele não é um pop-star, não gosta de ser tratado como tal. Momentos bizarros de pessoas se descabelando, jogando-se ao chão e fazendo estripulias; momentos que quase beiram ao ridículo não fazem muito sua praia. Ele impõe seus próprios limites, tudo segue um esquema.

Eu tive a oportunidade de encontrá-lo em Floripa ano passado. E foi uma espécie de sonho louco poder tomar café-da-manhã na mesma sala em que ele estava. Eu pude ver o Schumacher ‘ídolo’ atencioso com os fãs e ao mesmo tempo o cara normal com seus próprios limites.

Durante o café, uma senhora aproximou-se de sua mesa e ele educadamente se recusou a autografar um boné. No dia anterior, eu já tinha ouvido situação parecida de outra hóspede que tentou tirar uma foto durante o café. “Schumacher é um chato. Tentei tirar uma foto, mas seus dois seguranças não deixaram.” Seguranças? Depois descobri que não havia leão-de-chácara algum, ele estava acompanhado de seu amigo Peter e outro mecânico, porém a recusa é verdadeira. Se a hóspede do dia anterior fosse um pouco mais paciente, ela clicaria quantos fotos quisesse do lado de fora do salão como sucedeu com a senhora do boné que não só conseguiu o tão sonhado autógrafo como também conversou com ele em alemão.

Não posso afirmar que Michael parou para atender aos fãs, admiradores e caçadores de autógrafos, pois ele caminhava tranquilamente enquanto assinava papéis, camisetas, bonés e tirava fotos. Parecia tudo bem coreografado como um pit-stop, pessoas iam e vinham; ele autografava tudo, sorria, conversava, mas não parava de andar em direção ao carro que o esperava lá fora. Até a última foto na qual já estava com a mão na porta do carro, eu achei tudo muito rápido e eficiente… e poderia ser diferente?

Quem entrava em cena na Fórmula 1 era um jovem alemão, vinha da Mercedes, ele pilotava pelo Grupo C da equipe de sportscar. O jovem estreante com rostinho de bebê chamava-se Michael Schumacher. De início, as notícias da sua contratação despertaram pouco interesse entre os mecânicos (apenas mais um maldito assento para fazer!), mas ao menos o único mecânico austríaco da equipe, Jorg, parecia satisfeito, pois a chegada de Schumacher o permitiria se expressar em sua própria língua.

Schumacher havia somente pilotado um GP antes, algumas semanas atrás em Spa para a mais nova equipe do grid: Jordan. Embora sua estréia durasse menos do que um décimo de uma volta antes do carro quebrar, foi o suficiente para chamar a atenção de Flavio e Walkinshaw.

O primeiro encontro com Michael foi dentro do pit da Benetton em Monza depois de ele ter acabado de assinar contrato com Flavio. Michael já tinha visitado a fábrica em Witney para moldar o assento antes de a equipe voar para Itália; e os mecânicos tiveram que carregar o assento como bagagem de mão dentro do avião vindo de Heathrow. Ele estava marcado com caneta branca um grande MS atrás – todos os assentos são marcados com as iniciais dos pilotos – mas como as equipes estão a toda hora enviando componentes de última hora parece que todos tinham se esquecido de que essa marca era uma dica do que seria anunciado ao mundo.

Dentro da garagem em Monza, Michael apresentou-se fazendo uma boa primeira impressão ao apertar a mão de todos que estavam lá. Ele mantinha certa distância, curvando-se para oferecer sua mão direita, enquanto sua mão esquerda permanecia no bolso traseiro; parecia que ele estava se sentindo um pouco tímido, um pouco inseguro nesse novo e estranho ambiente. Os mecânicos não o conheciam e ele, claro, não conhecia ninguém lá. E quem poderia imaginar que ele se desenvolveria e amadureceria para se tornar o maior piloto de F1 da sua geração?

Aquele aperto de mão em Monza merecia uma fotografia, desconhecidos encontrando-se pela primeira vez, um momento efêmero sendo congelado no tempo. Naquela manhã em que todos bebiam café e conversavam descontraidamente, ninguém imaginava o que estava prestes a ser lançado ao mundo das corridas.

( Trechos do livro The Mechanic’s Tale de Steve Matchett)

Provavelmente nesse ano iremos ouvir falar muito de certo Andrew Shovlin, Shov para os íntimos. Esse britânico fará parte de uma lista de poucos privilegiados como: Pat Symonds, Luca Baldisserri, Chris Dyer. Andrew que se graduou na Universidade de Leeds em 1998 em Engenharia Mecânica será o (último) engenheiro a trabalhar com Michael em 2010 pela Mercedes.

Andrew começou no departamento de Pesquisa e Desenvolvimentos na BAR Honda em 1998.  Em 2000, foi promovido a engenheiro assistente de Olivier Panis com quem trabalhou por dois anos. Quando Jenson Button chegou à BAR Honda em 2003, Andrew trabalhou juntamente com Craig Wilson no carro de Jenson, também como assistente.

Nacionalidade
Data de nascimento
Local de nascimento
Vive em
Hobbies
Britânica
1 Novembro de 1973
Liverpool, Inglaterra                                 Buckinghamshire, Inglaterra
Mountain biking, cozinhar

 

Em 2004, Andrew se tornou o Engenheiro de corrida, responsável por guiar Jenson na melhor temporada da Honda com 4 segundos lugares e seis terceiras posições, e a parceria continuou até 2009, coroando toda sua dedicação com dois títulos mundiais, a do Jenson e da BrawnGP. Muitos até cogitaram que Shov seguiria Jenson para Mclaren, tamanha ligação profissional que havia entre ambos. Porém um desafio bem maior surgiu para Andrew, guiará um heptacampeão, ex-aposentado, 41 anos, ainda com fome de vitórias.

Tem tudo para ser mais uma parceria de sucesso, Shov é dedicado, calmo, inteligente, bom estrategista e pai de família. Já não poderia dizer o mesmo caso o escolhido fosse Jock Clear que ‘engenheirou’ Barrichello na temporada de 2009 pela Brawn. Clear foi o engenheiro durante muitos anos e é amigo de Villeneuve, parece ter uma birra com Schumacher e não tem papas na língua para dizer o que pensa do alemão quando lhe é perguntado, infelizmente costuma apenas destacar o aspecto negativo da carreira do Schumacher.

Clear será o engenheiro de Rosberg e não tenho dúvidas que essa dupla sentirá imenso prazer caso eles consigam andar na frente de Michael em qualquer oportunidade. Como todos costumam dizer na F1: seu maior adversário encontra-se bem ao lado.

Eu decidi retornar a F1. Mercedes GP e eu concordamos que vamos trabalhar juntos pelas próximas 3 temporadas. E sendo honesto, eu já estou muito animado só de pensar em voltar a um cockpit de F1.

Eu não vou negar que a idéia de uma equipe alemã me atrai muito. Eu acho que todo piloto alemão sentiria a mesma coisa. E claro  eu vou poder trabalhar novamente com Ross na Mercedes. E acima de tudo minha velha fome por corrida está de volta. Em Abu Dhabi, quando Ross me perguntou se eu poderia imaginar retornando a F1, eu sentei que não estava pronto. Mas somente duas semanas depois, quando ele me telefonou de novo, eu percebi que minha velha paixão tinha retornado. De repente eu queria muito isso de novo. Para mim, imaginar estar de volta a um carro de F1 e competir pelos campeonatos mundiais é muito excitante e inspirador.

Isto é o porquê de meus pensamentos inicialmente irem para a Ferrari. Estou aliviado que a separação ocorreu de forma harmoniosa e que nós ainda continuamos sendo amigos. Eu gostaria de agradecer a Luca di Montezemolo e toda a equipe da Ferrari pelo tempo que nós passamos juntos e por me darem a oportunidade de deixar a Ferrari amigavelmente… embora o contrato ainda não tinha sido assinado, nós tínhamos prometido um ao outro cooperar com aperto de mãos. Eu ainda levarei uma parte grande da Ferrari em meu coração e eu nunca esquecerei a simpatia e a paixão dos tifosi. Eles me apoiaram ao redor do mundo com sua devoção – muito obrigado por isso!

Não foi uma decisão fácil, por causa disso. Ferrari e eu trabalhávamos juntos por 14 anos e eu passei por grandes momentos com a equipe durante esse tempo. Muito da minha vida como piloto de F1 foi em vermelho e há uma forte solidariedade e lealdade a esses caras que me acompanharam e que construíram grandes carros para mim. Essa solidariedade continuará, embora nossas equipes competirão na pista – porque eu tenho certeza que a Ferrari vai recuperar toda sua força pois seu pessoal é muito forte e comprometido.

Mercedes GP será um novo desafio para mim que é muito atrativo. Eu não tenho dúvidas de que a equipe será muito forte. Eles mostraram isso vencendo dois títulos mundiais que foi uma mistura de alto profissionalismo e intensa paixão. A relação entre a competência da Mercedes e a atual equipe campeã é extremamente atrativa e promete um bom desempenho. Eu acho que os duelos na pista serão eletrizantes. Especialmente desde que eu tenho esse sentimento como se o círculo se fechasse depois de todos os anos que eu passei na F1. Eu concluí meu primeiro contrato de piloto com a Mercedes – voltando ao Grupo C e Le Mans – e Mercedes também me apoiou quando eu entrei na F1.

Até recentemente, eu estava absolutamente certo de que eu terminaria minha carreira como piloto na Ferrari. Mas algumas vezes as coisas mudam repentinamente e sem aviso… E para dizer a verdade, a tentativa fracassada de retorno fez com que eu reconsiderasse a minha situação. Eu fiquei surpreso de como eu rapidamente e fortemente me comprometi com esse assunto novamente. Aparentemente, minhas baterias recarregaram completamente durante esses últimos 3 anos. E quando – graças a Ross – a oportunidade apareceu para pilotar pela Mercedes GP, eu percebi que minha velha motivação estava de volta, com energia nova e muita força.

Fisicamente, eu me sinto bem. Eu já percebi que eu consegui recuperar rapidamente meus velhos valores de performance exercitando. E desde então, eu continuo exercitando. Meu pescoço está livre de qualquer problema. Eu posso agora fazer os mesmos exercícios para o pescoço que eu fazia quando corria. Isto não era possível anteriormente por que só tinha passado 5 meses desde do meu acidente então meu pescoço não estava curado completamente…

Eu aproveite muito minha vida atual nesses 3 anos, fazendo muitas coisas. Não teve aquele sentimento de aborrecimento ou algo desse tipo, eu estava correndo de kart e moto sem grande esforço. Agora eu estou preparado para competir num nível sério novamente. Eu sei que minha mudança de pensamento aconteceu repentinamente e eu fico feliz que Corinna aprecia minha paixão e ela me apóia. Quando eu contei a ela sobre meus planos, ela imediatamente sentiu que era algo sério ela rapidamente aprovou.

Resumindo: Estou muito motivado para o próximo ano!

Do site oficial: michaelschumacher.de

Correr pela Mercedes, foi uma experiência incrível. Não só dispunha das máquinas de tecnologia mais sofisticada e tão potentes como os carros de F1, mas ainda trabalhava com colegas excepcionalmente experiente… Jochen Mass foi especialmente importante para o desenvolvimento da minha carreira em Sport-Protótipos. Fez muito por todos os juniores. Não é um homem que guarde para si tudo o que sabe de importante, e ajudou-me muito. Não apenas no aspecto de pilotagem, mas também na relação com a imprensa, no meu inglês, enfim, em tudo.

Michael Schumacher em 1993, recordando seu tempo na Mercedes.

Todos chegaram à conclusão de que, apesar de se tratar de um carro muito pesado, tinham muito que a aprender sobre pilotagem a alta velocidade e sobre os aspectos técnicos da sua profissão. Depois do programa de testes, o nosso plano, era levar a sério um programa de corridas. Foi assim que Michael se viu envolvido, simultaneamente em Fórmula 3 e Sport-Protótipos. Michael foi o único que aceitou o desafio a 100 por cento.

Jochen Neerpasch, o ‘Helmut Marko’ da Mercedes naquela época

Era a característica mais interessante de Michael. A forma como aprendia. Captava imediatamente o que algo podia ter de importante para is e punha logo em prática. Aprendia muito rápido! Nunca em toda minha vida, conheci uma pessoa com esta capacidade de aprendizagem. Fiquei tão impressionando que fui falar com um dos meus editores e lhe disse que tínhamos que fazer uma reportagem sobre ele… Michael era uma pessoa muito pouco culta, nunca tinha viajada, não conhecia nada – mas estava perfeitamente preparado para competição. Nada mais lhe interessava.

Christoph Schulte, jornalista alemão

Michael não só aprendia depressa como sabia por em prática todos os conhecimentos adquiridos. Quando hoje me lembro da corrida de Barcelona em 1994, em que fez a maior parte da prova na quinta marcha, vejo que era a técnica que ele utilizava na Sport-Protótipos. Fazia trajetórias largas, tentava não perder velocidade nas curvas – evitando freagens e acelerações bruscas – pilotando com suavidade, aproveitando o embalo e freando no limite. Tudo isso eram conhecimentos que vinham do Grupo C da Sport-Protótipos…

Sei que por vezes, é difícil de aceitar, mas o fato é que ele começou a correr aos quatro anos de idade. Lembro-me de uma vez, depois de uma corrida em Nurburgring, que lhe fiz uma entrevista na grande tenda da Mercedes, na presença de 1200 pessoas, incluindo muita gente da administração da Mercedes. Perguntei-lhe sobre a fantástica corrida que acabara de fazer, e de como era possível alguém tão jovem ser tão maduro e capaz de fazer uma proba impecável. Ele tinha então 21 ou 22 anos. Respondeu-me ‘Não faça caso disso – estou no automobilismo há mais de 17 anos…’ e todo mundo riu. Mas ele falava sério.

Gustav Buesing, relações públicas da Mercedes

Michael era diferente, mas quando começou a trabalhar conosco, não sabia regular um carro. Aprendeu. Assim como na corrida de Nurburgring em 1990, tomou o lugar de Jochen e aprendeu a ultrapassar. Depois disso, Michael compreender que podia chegar lá e se entregou completamente, fazendo grandes progressos. Por vezes, ia longe demais no seu esforço, e assutava-nos, mas isso era uma característica dele. Em Le Mans, lembro-me que puxou demais o carro e teve problemas de alternador… Ele tentava andar depressa demais e senti que havia uma cisão na equipe, entre os mais jovens e mais velhos. Schumacher esforçava demais a máquina e os mais velhos sempre diziam ‘Mais devagar, mais devagar, esta corrida é de 24 horas’. Mas ele só tinha 21 anos e não conseguia imaginar o que era uma corrida de 24 horas.

Leo Reiss, engenheiro do Schumacher na Mercedes.

Fonte: Timothy Collings

29 de Julho: Schumacher retornará a F1 na Espanha. Eu encontrei essa tarde com  Domenicali e Montezemolo e juntos nós decidimos que eu irei me preparar para substituir Felipe.

31 de Julho: Schumacher testa o F2007 em Mugello - Agora nós teremos que ver como meu corpo e meus músculos irão responder a esse dia nos próximos diase a Ferrari manda carta às equipes pedindo permissão para que Schumacher teste o carro de 2009.

05 de agosto: Schumacher agradece o apoio dos fãs e corre de kart em Lonato. É incrível o apoio que eu venho recebendo de todo mundo nesses dias. Ainda estou me preparando, eu já perdi 3 quilos. Eu apenas tenho de admitir que ainda sinto um pouco meu pescoço. E saúde tem prioridade – é um acordo feito com a Ferrari e com minha esposa.

08 de agosto: Schuberth já providencia novo capacete para Michael em vista do acidente que Massa sofreu

11de agosto: Schumacher cancela seu retorno. Eu realmente tentei de tudo para fazer que minha volta temporária fosse possível, embora para o meu arrependimento, não aconteceu. Infelizmente não conseguimos eliminar a dor no pescoço que aconteceu depois daquele dia em  Mugello.

12 de agosto: Michael dá explicações à imprensa na entrevista coletiva em Genebra.

15 de agosto: Michael embora não retornará nessa temporada, continua com todos os testes e treinamentos para superar o problema no pescoço.

22 de agosto: Tablóide Daily Mirror prevê: Com Fernando Alonso se juntando à Ferrari, as opções de Schumacher para 2010 serão a Brawn ou Mclaren. Daily Mirror solta o 1º rojão

27 de agosto: Contrato do Michael com a Ferrari não foi estendido.

29 de agosto: Ferrari insiste em terceiro carro para Michael.

03 de setembro: Fisichella confirmado como piloto a ocupar o cockpit fervente da Ferrari.

04 de outubro: E o terceiro carro, pô!! Ferrari bate na mesma tecla.

19 de outubro: Em entrevista a revista Spiegel, Schumacher não descarta retorno.

17 de novembro: Especulações voltam a tona sobre possível saída de Schumacher da Ferrari para pilotar uma flecha de prata em 2010. Apoiadas na enigmática declaração de Haug sobre um piloto surpresa a dividir equipe com Rosberg

18 de novembro: É a festa declarada dos tablóides - Você nunca pode dizer nunca nesse esporte, teria dito sua assessora Sabine ao The Mirror.

21 de novembro: Segundo Daily Telegraph, Schumacher está realmente conversando sobre um cockpit novinho em folha com a Mercedes GP (ex-BrawnGP)

22 de novembro: Weber confirma que houve ‘assédio’ da Mercedes já em Abu Dhabi.

25 de novembro: Weber diz que pescoço de Schumacher está novinho em folha. Ele tá pronto pra outra.

28 de novembro: Colajanni conta ao Express: Eu posso afirmar que um acordo foi feito entre Michael e a Ferrari em setembro. Não posso dizer se literalmente foi assinado.

29 de novembro: Schumacher solta um Who knows? na entrevista coletiva em Floripa sobre seu possível retorno.

03 de dezembro: Fontes, fontes, fontes – Eu trabalho para uma firma de eletrônicos no Reino Unido que é fornecedora de muitas equipes de F1, e descobri hoje durante umas conversas com um dos compradores para Mercedes/Brawn que Michael recentemente visitou a fábrica para dar uma olhada, pode significar algo, ou não.

06 de dezembro: O velhinho da fuzarca tinha que dar seu pitaco também. É mais que um rumor.

10 de dezembro: Schumacher visitou fábrica da Mercedes em Stuttgard segundo Speedweek. Fontes, fontes, fontes – Eu ouvi de um contato em Genebra que o negócio foi fechado. Contrato de 1+1 ano é a opção de Schumacher – Estou entrando em contato com todas as minhas fontes igual a um doido, e todas elas dizem a mesma coisa, então finalmente isso vai virar realidade, vamos esperar para ver.

11 de dezembro: Já temos cifras, Bild que não quer ficar atrás na competição dos tablóides afirma que Michael irá receber 7 milhões de euros.

12 de dezembro: Revista Focus confirma – Fechado, Schumacher e Mercedes para 2010.

13 de dezembro: No Winterpokal em Kerpen, Michael despista os jornalistas – vocês sabem como essas coisas funcionam.

16 de dezembro: Fry confirma negociações entre Mercedes e Schumacher.

E agora José?

Michael e Sebastian pensaram que teriam um final de semana sossegado em Kerpen, fazendo um lanchinho no café do kartódromo, que um dia já pertenceu à família Schumacher; sentindo aquele friozinho de início de inverno europeu e o mais importante trabalhando nas pequenas máquinas que fizeram parte da infância de ambos. Mas não foi bem assim, havia uma multidão de fãs, caçadores de autógrafos e principalmente uma imprensa enlouquecida tentando tirar uma sílaba de confirmação da boca de Michael sobre sua ida a Mercedes.

Sebastian sem treinar e usando o macacão do patrão (afinal ele correu pela KSM) conseguiu um honroso segundo lugar na categoria KF2 enquanto Michael teve problemas com seu kart e lutou para terminar numa quinta posição.

 

Seb tentou em vão esconder o nome do Schumacher no cinto, mas para mim o detalhe mais engraçado e curioso foi que ele teve de correr com ‘Gina, Corinna e Mick’ escrito em chinês no seu ombro. :) Quem sabe da próxima vez, Seb conseguirá ter seu próprio macacão.

Primeiramente, peço desculpas pela qualidade das fotos, sou uma péssima fotógrafa. Na verdade eu odeio fotografar e ser fotografada, então espero mesmo assim que possam sentir a emoção que eu senti ao ver uma lenda viva pilotando um kart como ninguém e poder ficar cara a cara com ele.

Schumacher participou do Superkarts no último final de semana, evento que ocorreu em Las Vegas - uma competição com um formato bem diferente das usuais corridas de kart - composta por 3 baterias de 12 voltas na sexta e no sábado mais a corrida principal composta de 25 voltas no domingo além de treinos na quinta-feira. Ufa! Pode-se afirmar que Michael não teve um final de semana dos mais fáceis entre os super-profissionais do kart, mais experientes e preparados para esse tipo de competição;  porém nada que impedisse uma apresentação típica de mestre ao ter que largar da 27ª (devido a problemas no motor) em todas as 3 baterias e chegar em 12º na primeira, 13º na segunda e 18º na terceira. Michael não só recebeu aplausos do público presente como da imprensa e dos próprios kartistas.

Breve relatório:

Nos treinos de quinta, Michael de cara foi o segundo mais rápido no primeiro treino, ficando atrás de Gary Carlton (vencedor do SKUSA de 2006), porém a medida que os tempos foram abaixando, Michael foi ficando para trás.

Na primeira bateria da sexta-feira, ele largou da 27ª posição (problema no motor), Bas Lammers (atual campeão europeu da classe KZ1) conquistou a pole. Michael ultrapassou mais de 10 kartistas para alcançar a 12ª posição, enquanto Jeremy Iglesias (vice-campeão da KZ1) venceu a corrida.

Na segunda bateria do sábado, ele foi da 27ª para 13ª posição, Jonathan Thonon (atual campeão mundial da KZ1) foi o vencedor.

Ele não foi tão bem na terceira bateria, chegando apenas em 18º.

E para finalizar na corrida principal, largando em 9º dentre 44 competidores que se alinharam no grid, após perder posições e recuperá-las ele garantiu um respeitável 7º lugar ao lutar com Rob White (multi-vencedor do Superkarts) por posição. Destaque também para Buemi e Piquet que participaram da prova e não fizeram feio, apesar de Buemi não ter completado a prova principal, ele fez boas voltas tanto nos treinos como nas baterias.

Schumacher juntamente com Fisichella e Domenicali arriscaram-se no basquete nessa semana com o objetivo de angariar fundos para reconstrução de Abruzzo, região central da Itália atingida pelo terremoto no início do ano. Será que eles têm a manha? humm

Mais fotos…

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